Em comunicado, a Comissão Coordenadora Concelhia de Viseu do Bloco de Esquerda afirma que “reuniu com a Cáritas de Viseu, de modo a perceber as dificuldades e obstáculos de cariz social, face à situação pandémica atual.”

O Bloco refere que há um aumento significativo de pessoas a recorrer à ajuda da Cáritas para apoios em “bens de primeira necessidade como alimentos, medicamentos, rendas e contas da água e luz” e a Cáritas receia que haja mais pessoas a precisar destes apoios, mas que não recorram a estes por vergonha.

A Comissão Coordenadora Concelhia indica também que para além de quem já estava na pobreza, as pessoas com pequenos negócios também recorrem agora à Cáritas e que neste momento em que há um aumento dos pedidos a Cáritas está impedida de fazer peditórios/recolha de bens, o que provoca alguma vulnerabilidade financeira à instituição.

Também a nível educacional houve um maior absentismo escolar devido ao receio de infeção com a Covid-19 e a Cáritas serviu nos meses de confinamento para tentar derrubar a barreira de “interação entre a escola e os/as alunos/as que não tinham acesso a meios tecnológicos e informáticos.”

A Cáritas apoia atualmente crianças que pertencem a grupos de risco e que não podem ir à escola por problemas de saúde e que possuem atestado médico a comprovar a situação.

O Bloco de Viseu refere que a “formação financiada de adultos sofreu as consequências da pandemia, foi suspensa, o que dificultou ainda mais a situação económica das famílias, pois deixaram de contar com as bolsas desses cursos”.

Afirmam também que a “Cáritas tem também dado apoio e acompanhado a situação de reclusos/as que foram libertados/as das prisões devido à Covid-19.”

A Cáritas tem feito também um esforço de mediação com empresas, “o que já fez com que algumas pessoas da comunidade cigana tenham conseguido arranjar trabalho”, mas mantém-se preocupada porque o “financiamento que advém dos protocolos com a Câmara Municipal de Viseu e a Segurança Social não têm sido atualizados, o que dificulta sustentabilidade financeira da instituição, já que grande parte do valor vai para os salários e respectivas atualizações, tendo em conta as progressões de carreira” e que também “o Ministério da Justiça requisita serviços, mas não há protocolo nem qualquer compensação financeira.”

Afirmam por fim que “a Cáritas tem desempenhado/substituído o papel do Estado, que nem sempre tem a capacidade de dar uma resposta social concreta e célere” e nesse sentido, o Bloco de Esquerda Viseu afirma que “não tendo o Estado Central e a Autarquia capacidade para assumir estas responsabilidades, deve garantir o apoio às instituições que as asseguram, garantindo a sua sustentabilidade e não comprometendo por essa via o seu trabalho social.”

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