Foto por Barro Negro | Facebook

O Bloco de Esquerda de Vila Real reuniu hoje com a Associação Promotora do Barro Preto de Bisalhães, que denunciou a falta de interesse da Câmara Municipal de Vila Real na valorização da técnica classificada como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

O Barro Preto de Bisalhães é uma técnica tradicional de olaria em que as peças produzidas apresentam uma característica cor preta. A técnica é característica e específica da aldeia de Bisalhães, no concelho de Vila Real, em Portugal. Com o apoio da Câmara de Vila Real, a Associação Promotora conseguiu a classificação como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2016.

Apesar de ter sido incluída na lista de património que requer medidas urgentes de salvaguarda pela UNESCO, a falta de compromisso e acompanhamento da parte da autarquia de Vila Real com a valorização de Bisalhães e da técnica do Barro Preto preocupa a Associação Promotora.

Depois da reunião de hoje, em declarações ao Interior do Avesso, Carlos Gomes, da Comissão Coordenadora Concelhia de Vila Real do Bloco de Esquerda, sintetizou as preocupações partilhadas pela Associação, que “entende que a Câmara deixou de se interessar pelo apoio àquele espaço enquanto Património Imaterial da UNESCO.”

“Aparentemente, a Câmara, depois de conquistar para aquele espaço o título de Património Imaterial da UNESCO, ficou com a responsabilidade de o tratar”, o que não aconteceu. Além disso, a Associação indicou que a autarquia “aparentemente privilegia uma outra organização […] que de certo modo plagia o título do Barro Preto de Bisalhães”.

Ainda segundo Carlos Gomes, a Associação destacou quatro aspetos que estão em falta: “a colocação de luz elétrica na região, a sinalética estática de acordo com as normas standard […] a recuperação das ruas de acesso a Bisalhães e faltou também formação, que a Associação pretendia que fosse feita através do IEFP.”

“O Bloco vai analisar com profundidade este material que recolheu e vai continuar atento e, quando for necessário, volta a falar com a Associação para recolher mais elementos, mais informação objetiva sobre o assunto”, informou Carlos Gomes.

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