Foto por Movimento Cultural da Terra de Miranda | Facebook

Conjunto de associações reivindicam justiça para a região que sofre impactos económicos, ambientais e sociais da exploração das barragens do Douro Internacional. O Manifesto Cultural da Terra de Miranda foi apresentado à deputada Maria Manuel Rola, representante do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda. 

Várias associações juntaram-se no Movimento Cultural da Terra de Miranda “para garantir reparação às Terras de Miranda na exploração hidroelétrica que fornece todo o país, que tem impactos locais a nível ambiental e social” explica a deputada.

“O emprego gerado tem sido quase nulo, os benefícios económicos também. Os lucros vão para os concessionários e nem os impostos municipais revertem para os municípios e para a população”. Maria Manuel Rola lança a questão: “é a isto que se chama coesão territorial e promoção do desenvolvimento no interior?”.

Segundo informação do Movimento, no seguimento da reunião, as pretensões do Movimento Cultural da Terra de Miranda “foram bem acolhidas” pela deputada, “ficando aberta uma via de comunicação”.

Os pressupostos expressos no Manifesto Cultural da Terra de Miranda, incluem quatro “injustiças que necessitam de ser corrigidas (financeira, cultural, histórica e ambiental)”, bem como “os objetivos quanto à realização de investimentos estruturantes que corrijam” essas mesmas injustiças e “projetem a Terra de Miranda com uma centralidade assente no turismo cultural, histórico e ambiental”.

O Manifesto foi lançado no passado mês de julho, em defesa de medidas de retorno económico para a região, corrigindo injustiças derivadas da exploração das barragens do Douro Internacional. O documento foi entregue ao Governo em agosto.

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