Foto por Freguesia São Cristóvão | Facebook

O Castro do Castroeiro, localizado em Mondim de Basto, foi classificado como sítio de interesse público, segundo uma portaria publicada ontem em Diário da República que o considera um “importante testemunho das formas de ocupação do território”.

A portaria, assinada pela Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, classifica o Castro do Castroeiro, localizado em Castroeiro/Campos, freguesia de São Cristóvão de Mondim de Basto, concelho de Mondim de Basto, distrito de Vila Real, como sítio de interesse público e fixa a respetiva zona especial de proteção (ZEP).

O Castro está “integrado numa larga mancha granítica do concelho de Mondim de Basto, ocupa uma pequena elevação a curta distância do Alto de Nossa Senhora da Graça, detendo domínio estratégico sobre o vale do rio Tâmega e acesso a múltiplos recursos naturais”, pode ler-se no documento.

Trata-se de um povoado da Idade do Ferro, “composto por um complexo sistema defensivo constituído por duas robustas cintas de muralhas de planta ovalada, adaptada à topografia local, reforçadas por um fosso escavado no afloramento granítico do lado mais vulnerável. Na plataforma central e numa plataforma lateral escavaram-se núcleos habitacionais compostos por estruturas de formas diversas, as quais, juntamente com o espólio cerâmico recolhido, permitem identificar duas ocupações do local.”

Além destes elementos arqueológicos foi ainda identificado no local um complexo significativo de afloramentos graníticos com registo de gravuras, de motivos predominantemente geométricos, atribuídas ao Bronze Final, período anterior ao considerado para a edificação do povoado.

O local foi utilizado durante uma longa cronologia, pois chegou a ser ocupado na época romana. Esta cronologia, bem como a sua dimensão e a integridade das estruturas, “conferem ao Castro do Castroeiro elevado valor histórico e científico, constituindo um importante testemunho das formas de ocupação do território e das culturas proto-históricas.”

A zona especial de proteção fixada “tem em consideração a implantação destacada do sítio e a sua relação privilegiada com a envolvente e com a vizinha Estação Rupestre de Campelo, situada a norte.” Tem como objetivo salvaguardar o lugar na sua envolvente contextual, ao criar uma área de sensibilidade arqueológica.

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