Catarina Martins encontra-se com população afetada pelas minas de lítio do Barroso

Esta sexta-feira, 9 de fevereiro, a ex-coordenadora do Bloco de Esquerda estará no distrito de Vila Real para se encontrar com associações e populações afetadas pelas explorações mineiras em Covas do Barroso.
Catarina Martins em Viseu
Foto Interior do Avesso

Catarina Martins estará no distrito de Vila Real para realizar um conjunto de ações relacionadas com a campanha eleitoral, acompanhada por Vasco Valente Lopes, cabeça de lista do Bloco de Vila Real às legislativas de 2024.

A agenda inclui um encontro com ativistas contra a exploração de lítio no Barroso e uma reunião com a Administração da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro.

A ex-coordenadora seguirá para Morgade, para um encontro com associações e população, onde irá almoçar com dirigentes associativos e a comitiva distrital.

Uma das principais preocupações da população do distrito e do Bloco de Esquerda é a exploração mineira.

À tarde, reunirá com a administração do Hospital de Chaves (Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE). A iniciativa encerra, pelas 18h, com uma arruada em Vila Real, seguida de um jantar (20h).

Mineração sim, mas não em territórios classificados ou contra a vontade das populações!

O Bloco de Esquerda tem estado do lado da população, tendo já em 2021 a ex-deputada do Bloco Maria Manuel Rola afirmado na Assembleia da República que “nenhuma exploração mineira é verde”, dando como exemplo das consequências da exploração mineira a mina da Panasqueira, a exploração de lítio em Covas do Barroso e na Argemela e sobre a Mina do Numão, onde se assina contrato com uma empresa em insolvência para exploração de ouro numa zona de proteção a 500 m do Alto Douro Vinhateiro.

No programa eleitoral do Bloco para as legislativas de 2024, lê-se: “O Bloco tem-se batido pela alteração da lei das minas, um autêntico regime de via verde para as explorações de lítio. Foi a ação parlamentar do Bloco que permitiu salvaguardar as áreas protegidas, excluindo-as de áreas a submeter a procedimento concursal para mineração pelo Estado. Agora é preciso garantir que também estas populações e o seu território ficam a salvo da voragem”.

O Bloco propõe que se altere a “lei das minas garantindo a proteção ambiental, a participação e escrutínio das populações e eliminar normas discricionárias; a revogação do modelo de cogestão das áreas protegidas; e o aumento da área e do número de áreas protegidas terrestres e marinhas”.

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