Catarina Martins estará no distrito de Vila Real para realizar um conjunto de ações relacionadas com a campanha eleitoral, acompanhada por Vasco Valente Lopes, cabeça de lista do Bloco de Vila Real às legislativas de 2024.
A agenda inclui um encontro com ativistas contra a exploração de lítio no Barroso e uma reunião com a Administração da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro.
A ex-coordenadora seguirá para Morgade, para um encontro com associações e população, onde irá almoçar com dirigentes associativos e a comitiva distrital.
Uma das principais preocupações da população do distrito e do Bloco de Esquerda é a exploração mineira.
À tarde, reunirá com a administração do Hospital de Chaves (Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE). A iniciativa encerra, pelas 18h, com uma arruada em Vila Real, seguida de um jantar (20h).
Mineração sim, mas não em territórios classificados ou contra a vontade das populações!
O Bloco de Esquerda tem estado do lado da população, tendo já em 2021 a ex-deputada do Bloco Maria Manuel Rola afirmado na Assembleia da República que “nenhuma exploração mineira é verde”, dando como exemplo das consequências da exploração mineira a mina da Panasqueira, a exploração de lítio em Covas do Barroso e na Argemela e sobre a Mina do Numão, onde se assina contrato com uma empresa em insolvência para exploração de ouro numa zona de proteção a 500 m do Alto Douro Vinhateiro.
No programa eleitoral do Bloco para as legislativas de 2024, lê-se: “O Bloco tem-se batido pela alteração da lei das minas, um autêntico regime de via verde para as explorações de lítio. Foi a ação parlamentar do Bloco que permitiu salvaguardar as áreas protegidas, excluindo-as de áreas a submeter a procedimento concursal para mineração pelo Estado. Agora é preciso garantir que também estas populações e o seu território ficam a salvo da voragem”.
O Bloco propõe que se altere a “lei das minas garantindo a proteção ambiental, a participação e escrutínio das populações e eliminar normas discricionárias; a revogação do modelo de cogestão das áreas protegidas; e o aumento da área e do número de áreas protegidas terrestres e marinhas”.