Covercar vai despedir 33 trabalhadoras com deslocalização para Marrocos

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A empresa Covercar, em Canas de Senhorim, concelho de Nelas, anunciou que vai proceder ao despedimento de 33 trabalhadoras, na sua maioria costureiras. Só se vão manter 3 funcionários que não estão ligados às atividades produtivas. Governo já foi questionado sobre o assunto.

A Covercar produz estofos para automóveis da Volkswagen, sendo que muitos iam diretos para a Autoeuropa, em Palmela. A empresa decidiu agora manter a unidade de Canas de Senhorim apenas como centro de logística e deslocalizar a produção para Marrocos, alegando dificuldades no setor automóvel.

O sindicato, segundo informação da comunicação social local, o trabalho foi-se reduzindo nos últimos tempos, com falta de encomendas e de projetos futuros.

O Bloco de Esquerda já pediu esclarecimentos a propósito da perda de postos de trabalho, dirigindo uma pergunta ao Ministério da Economia e da Transição Digital, assinada pela deputada Isabel Pires.

Como lembra o pedido de esclarecimentos do Bloco, a unidade industrial foi inaugurada em 2017 pelo então Ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, e pelo Presidente da Câmara Municipal de Nelas. Foi implementada, de raiz, com recurso a fundos comunitários e com a ajuda por parte do Município num valor de 500 mil euros. A fábrica chegou a contar com 200 trabalhadores. 

Ao longo dos últimos anos a empresa tem sido alvo de várias denúncias por parte do Bloco de Esquerda, “que já tinha previsto esta situação, nomeadamente a deslocalização da produção para as unidades industriais da Covercar em Marrocos.”

Também o Ministério do Trabalho, através de uma pergunta submetida pelo Bloco em maio de 2018, já tinha sido alertado para o risco de despedimento de dezenas de trabalhadores com a deslocalização de parte da produção para as unidades industriais da Covercar em Marrocos, onde a mão de obra é mais barata.

“O grande prejuízo que esta situação traz para a região é notável, gerando desemprego em muitas famílias, uma situação que se arrasta desde há anos. Para agravar, é de salientar que esta unidade industrial teve investimento público através de fundos comunitários e da Câmara Municipal de Nelas para assim gerar postos de trabalho no concelho e na região. 

É importante que as entidades competentes esclareçam se esta situação poderia ter sido evitada até porque existe uma responsabilidade pública devido ao investimento realizado e à criação de posto de trabalho contratualizados num protocolo com a Câmara Municipal de Nelas”, considera o Bloco.

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