Foto retirada de Associação Gaita-de-Foles | Facebook

Num momento de crise pandémica da covid-19, gaiteiro e palheteiro de Sendim, Concelho de Miranda do Douro, adapta-se à nova realidade na construção das palhetas para a gaita de foles com fortes medidas de segurança, nomeadamente de higienização, por se tratar de instrumentos que estão diretamente em contacto com os gaiteiros.

O Mensageiro de Bragança falou com Henrique Fernandes de Sendim que é gaiteiro e também construtor de palhetas, fazendo peças em cana, de forma a produzir um som específico na gaita de foles que fica ao critério e gosto de cada gaiteiro. Neste sentido, a técnica na sua produção exige conhecimentos e habilidade no manuseamento dos materiais.

Estas palhetas são utilizadas por gaiteiros de várias localidades portuguesas e também espanholas, têm agora enormes medidas de segurança envoltas na sua produção. Segundo explica o gaiteiro ao Mensageiro “Tive de reajustar-me e adaptar-me à construção das palhetas. Há todo um processo de construção destes elementos que me obrigou, em determinadas fases do fabrico, tais como o corte e medidas das matérias-primas, a utilizar uma mistura de lixívia e álcool para a desinfestação dos materiais utilizados, como o metal, a cana e o fio, para que ficassem devidamente limpos”.

Considera ainda que todo o trabalho é feito manualmente e que para isso usa dois pares de luvas de látex em cada mão, permitindo que não perca a sensibilidade, mas garantido condições de higiene na produção das peças.

Escrito por JL

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