A empresa Borgstena, com fábrica em Nelas, está a despedir todos os funcionários subcontratados por empresas de trabalho temporário enquanto entram em processo de Layoff.

As denúncias sobre esta empresa chegaram ao despedimentos.pt e ao Interior do Avesso e, para além da empresa estar a despedir todos os trabalhadores precários subcontratados, estará também a “despachar” os trabalhadores que, mesmo contratados pela própria empresa, estejam com contrato há 3 meses.

Segundo as denúncias os despedimentos acontecem enquanto a empresa estará em processo de Layoff, ficando assim livres de grande parte dos encargos com os funcionários, passando para o estado parte do peso dos salários que os trabalhadores vão receber em Layoff.

Apesar de estarem a entrar neste regime, a empresa continua a laborar em serviços mínimos, com uma equipa por secção.

A Borgstena ficou conhecida pelos piores motivos por ser uma empresa altamente poluidora dos ribeiros da região, com descargas para as Caldas da Felgueira e para Beijós, o que levou a longas lutas da população para que esta empresa investisse em sistemas de tratamento dos seus rejeitados líquidos.

Esta empresa é beneficiária de vários apoios municipais e comunitários, contando com apoio para o projecto “Confordrive” do “COMPETE 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico, na vertente de projeto individual, envolvendo um investimento elegível de cerca de 513 mil euros, o que resultou num Incentivo FEDER de cerca de 239 mil euros”.

Também “com um montante de investimento de 772.350,6 euros, o projeto WhatCIM é financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do programa CENTRO 2020, no montante de 553.300,44 euros provenientes dos fundos Europeus de Desenvolvimento Regional.”

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