Em entrevista ao Centro Notícias, o atual deputado municipal e candidato do Bloco à Assembleia Municipal de Carregal do Sal, Diego Garcia, refere que o concelho “vive de costas voltadas para o rio Mondego e rio Dão”, uma situação inédita em comparação com os concelhos vizinhos. 

No dia 11 de junho de 2021, Diego Garcia (candidato do Bloco à Assembleia Municipal de Carregal do Sal e atual deputado municipal) foi entrevistado pelo Centro Notícias. Numa primeira instância e questionado pelas demais candidaturas à AM já anunciadas, Diego Garcia referiu que “não tenho muitos comentários a fazer sobre isto, até porque pouco se conhece ainda sobre as candidaturas”, mas aproveitou para lançar um desafio aos carregalenses: “Porque é que agora surgem duas candidaturas do PS? Paulo Catalino, candidato e atual líder da bancada socialista, nunca divergiu do Executivo Municipal durante estes 4 anos, liderado por Rogério Abrantes”. 

Acrescentando que “não vejo nenhuma divergência política entre eles ou pelo menos isso não ficou vincado durante os últimos 4 anos de mandato”. 

Diego Garcia afirmou que “a comunicação com o Executivo Municipal é difícil, sendo pouco abertos a ouvir opiniões divergentes ou outras propostas”. O deputado municipal diz que vemos isso “quando toca discutir o Orçamento Municipal, onde é apresentado um documento já fechado, sem o mínimo de abertura para os partidos sugerirem as suas ideias”. 

O candidato à Assembleia Municipal sublinhou que “fomos o único partido a discordar com a solução encontrada para as ETAR do concelho, com a tal criação da Associação de Municípios. Acreditamos que a solução poderia passar pelos municípios dar uma verdadeira centralidade ao problema, formar profissionais especificamente para estes trabalhos e garantir uma manutenção séria a estes equipamentos”. 

“Uma das críticas mais vincadas que faço ao atual Executivo é não saber ouvir. Quando se está num cargo desses, seja de Presidente da Câmara, seja de Vice-Presidente ou Vereadores com Pelouro tem de se ouvir, não se pode asfixiar a oposição porque se acaba por asfixiar a democracia”, disse. 

Um dos temas da entrevista foi a Casa do Passal. Diego Garcia considerou ser “inacreditável” o impasse sobre este projeto. Referiu que “demorou a chegar a bom porto por uma questão de luta de egos entre as entidades, mas também pela falta de capacidade de intervenção das pessoas que estavam à frente da Fundação e da Câmara Municipal”. 

“Acreditamos que este projeto pode ser importante, não só para a vila de Cabanas, como para o concelho, para a região e para o país, sobretudo num tempo em que os populismos xenófobos e racistas estão a aumentar”, referiu Diego Garcia. 

Relativamente à aposta do Município no turismo, o candidato à AM apontou que “o concelho vive de costas viradas para o rio Dão e rio Mondego, sendo dos poucos concelhos da região sem uma praia fluvial acondicionada para quem nos queira visitar”. Diego Garcia deu o exemplo do rio Alva, onde municípios e juntas de freguesia trabalham para ter um espaço natural nas perfeitas condições para os utentes das zonas balneares. 

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