Foto por Vitor Oliveira | Flickr

Com o objetivo de criar um espaço informal, em que todos os participantes se sintam à vontade para colocar questões, dar opiniões e partilhar experiências a Casa do Povo de Resende irá receber a tertúlia “Ouvir quem cá vive! Vamos falar dos direitos das mulheres do interior”.

Esta tertúlia irá acontecer no próximo dia 4 de agosto, domingo, pelas 17h00, na Casa do Povo de Resende, tendo como propósito principal o debate de temas relacionados com o que significa ser mulher no interior e todas as vicissitudes da desigualdade de género no trabalho, nas condições de vida, em casa e na sociedade. No texto que acompanha o convite é referido como os problemas de viver no Interior são vividos pelas mulheres de uma forma ainda mais acentuada, sujeitas a condições mais precárias de sobrevivência, encontrando-se, consequentemente em maior risco de pobreza e constituindo maioria na taxa de privação material severa. Por exemplo na agricultura, pecuária, comércio local e indústria muitas vezes se verifica que as mulheres recebem menos pelo mesmo trabalho e sofrem discriminação nas contratações apesar de serem a maioria da população especializada.

Organizado pelo Bloco de Esquerda de Viseu, contará com a presença de Bárbara Xavier e Rita Diogo, candidatas às Eleições Legislativas pelo distrito de Viseu, e de Manuela Maria Coelho Antunes, do Núcleo de Viseu da União das Mulheres Alternativas e Resposta.

Iniciativa encontrou entraves por parte da Autarquia de Resende

Segundo comunicado da Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda a escolha do local para este evento teria recaído sobre o Auditório do Museu Municipal de Resende, por ser um espaço com cadeiras amovíveis que permite a criação de um ambiente mais próximo e intimista, facilitando o processo de comunicação. O pedido de utilização deste espaço foi remetido ao Município de Resende que negou a autorização alegando “que o espaço em questão não dispõe de regulamentação própria que discipline a sua utilização por entidades terceiras, sejam elas de natureza pública ou privada”.

O Bloco de Esquerda assumiu publicamente o seu descontentamento com a posição assumida pelo Município de Resende, defendendo que “se trata de um equipamento municipal que está aberto ao público, podendo ser solicitado e disponibilizado. O facto de não existir regulamento de cedência não pode sobrepor-se à lei”, citando o artigo 2º do Decreto Lei nº 406/74 em que é referido que as pessoas ou entidades que pretendam realizar reuniões, comícios, manifestações ou desfiles em lugares públicos ou abertos ao público deverão avisar por escrito e com a antecedência mínima de dois dias o governador civil do distrito ou o presidente da Câmara Municipal, “conforme a situação em apreço”.

(Escrito por MFS)

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