Foto por Rádio Terra Quente FM | Facebook

Um grupo de encarregados de educação e de alunos do Agrupamento de Escolas de Mirandela está preocupado com o acompanhamento letivo que estão a receber os alunos que necessitam de ficar em isolamento devido à Covid-19.

Uma representante destes encarregados de educação explicou à Onda Livre o motivo de preocupação. “Em primeiro lugar, mandaram os miúdos para casa sem uma palavra para com os pais. As indicações que existem das entidades governamentais é que haja o máximo possível de aulas em contacto com o professor e o plano de aula não tinha isso. Havia uma ou outra aula que foi dada assim, mas nas restantes houve apenas fichas de trabalho. Os miúdos assim não conseguem estudar e a escola deixa de fazer sentido.” 

A representante, Carla Barros, acrescentou ainda que as indicações não terão sido asseguradas pelo Agrupamento, “o isolamento acabou, as crianças regressaram à escola, vão ter fichas de avaliação e não estão no mesmo pé de igualdade dos que ficaram na sala.”

Mãe de uma aluna de 9º ano que esteve em isolamento, Carla Barros demonstrou incompreensão com o sucedido, temendo “pela equidade dos alunos”. “Um Agrupamento que há pouco tempo teve grandes obras, não se admite que as salas de aula não tenham computadores, acesso à internet, que permita que, tal como outras escolas da região estão fazer, se possa transmitir a aula ao vivo para quem está em casa.”

Segundo a Onda Livre, o grupo de encarregados de educação já redigiu uma carta que enviou ao Diretor do Agrupamento, bem como à Presidente e ao Vereador da Câmara Municipal de Mirandela, fazendo a exposição dos problemas com que se têm deparado. No entanto, permanecem sem resposta, apenas tendo recebido “um e-mail da Câmara a dizer que a carta seria encaminhada para o setor responsável.” Também não vêm uma “ação proativa” na Associação de Pais.

Algo contrariado por Sofia Cardoso, Presidente da Direção da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Mirandela, que referiu à Onda Livre que “a associação tem sido proativa e defensora das preocupações dos pais dos alunos, sendo que sempre que os pais entram em contacto com problemas e preocupações são reportados ao Município e Agrupamento para que as diligências sejam tomadas e informadas aos pais.”

Ainda sem prestar declarações gravadas, Sofia Cardoso acrescentou que “a associação realizou uma assembleia geral com entidades da saúde e da cidade no âmbito da pandemia e de todas as preocupações que esta acarreta, e a senhora que dá voz a esse grupo de pais não colocou qualquer questão.”

Contactado pela Onda Livre, o diretor do Agrupamento de Escolas de Mirandela, Vítor Esteves, não terá querido prestar declarações, afirmando que o assunto “ainda não foi analisado.”

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