O Interior do Avesso entrevistou os transmontanos Yvette Band, que caracterizam a terra e a cultura que os criou como:”Bragança, terra onde o “Reino Maravilhoso” conserva gente e cultura incomum, é também a casa dos Yvette Band. Com um repertório em Português, esta banda faz a união de ritmos e melodias tradicionais com sonoridades mais energéticas e dançantes, indo assim ao encontro da world music.”

1. Como e quando começou este projeto da “Yvette Band”? E o porquê do nome?

Primeiramente queremos agradecer a oportunidade que nos facultam para promover este projeto, só com a vossa ajuda conseguiremos alcançar os nossos objetivos. Yvette Band surgiu em 2012, os elementos conheceram-se no IPB e, visto que o Bruno Serra (baixista) tinha marcado um concerto num bar local e ainda não tinha a banda completa, ambos nos juntamos para ensaiar até ao 1º concerto, depois, o feedback interessante do público, não nos deixou parar mais até aos dias de hoje.

O surgimento do nosso nome vai ao encontro das nossas atuações ao vivo, quem nos conhece sabe que o nome está coerente com a nossa performance, a Ivete é, sem dúvida, uma artista com personalidade, díspar de qualquer outra intérprete e bastante característica, todos decidimos que era inteligente ter o nome dela associado a este projeto, os “Yvette Band” são quatro músicos mais a Ivete.

2. Quais são as vossas influências musicais? Como é que definiriam o vosso estilo de música?

Todos os 5 músicos deste projeto têm influências diferentes, sonoridades como o fado, metal, música popular, folk e a música balkan, fazem parte das nossas playlists individuais, cada um de nós acrescenta estilos diferentes, chegamos à conclusão que somos uma banda de Folk Rock Tradicional Energético e Dançante, indo ao encontro da World Music.

3. Existe algum músico ou grupo que vos sirva de referência enquanto artistas?

No nosso repertório continuam algumas versões que nós adoramos continuar a executar para o público, nomes como Fausto, Mário Mata, Simone de Oliveira, Entre Aspas ou Deolinda, sempre fizeram parte do alinhamento mas, sem dúvida que as sonoridades e ritmos de Orquestra da estão bastante presente nas nossas composições.

4. Que tipo de mensagens tentam passar com as vossas letras?

As nossas letras são elaboradas por vários escritores, todas as músicas que gravamos tem uma mensagem diferente. Por exemplo, o nosso primeiro single, “Casa de Abade” fala da discrepância de oportunidades entre o interior e o litoral, é algo que, como projeto musical, sentimos na pele. Já o segundo single “Praça da sé” é uma história acerca de um encontro romântico que nunca chegou a acontecer.

5. Que plataformas têm utilizado no meio digital para promover a banda?

Obviamente que hoje em dia temos que estar atualizados sobre tudo o que se passa a nível digital, apesar de a banda se sentir mais confortável em fazer lives, podem-nos encontrar no facebook, twitter, instagram ou youtube, brevemente iremos publicar o nosso primeiro trabalho em várias plataformas digitais de áudio, fiquem atentos.

6. Como foi o processo de gravação? Qual estúdio utilizaram? Têm produtor?

É curioso falar nas questões de produção/produtor porque, apesar da nossa sede ser em Bragança, decidimos depositar a confiança num produtor de… Almodôvar, em Beja. As nossas tours Algarvias deram-nos a oportunidade de gravar bem longe, por terras calmas que, no nosso entender, é o necessário para uma simbiose perfeita entre os músicos e o produtor durante os 15 dias de gravação. O nosso produtor, João Barôa, deu-nos também a conhecer ritmos e melodias interessantes devido ao facto de estar no meio de grupos tradicionais e populares alentejanos, admitimos que foi uma escolha certeira para o primeiro EP. O estúdio pertence à Associação dos Malteses, de Almodôvar.

7. Quais as dificuldades que encontram desenvolver este projeto em Trás-os-Montes?

Este tema é, de facto, muito importante. Apesar disso, não queremos estar sempre a bater no ponto que é senso comum à sociedade, óbvio que existe diferenças entre ter um projeto musical no interior ou nos grandes centros, óbvio que as nossas despesas de deslocação e alojamento são mais elevadas do que outras do litoral, óbvio também que muitos agentes musicais têm isso em conta quando iniciam o processo de trabalho conjunto, apenas não queremos que isso seja impeditivo de conseguirmos alcançar os nossos objetivos, sabíamos das dificuldades desde o início. O que pedimos é que o povo transmontano goste do nosso trabalho para nos ajudarem a ir mais longe.

8. Que projetos têm planeados para o futuro musical?

Depois de dois singles lançados vamos agora começar o processo inevitável, o lançamento do nosso primeiro EP, queremos muito que as pessoas o ouçam. Estejam atentos às nossas redes sociais para saberem tudo sobre nós.

Entrevista por JL

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