Foto por José Caldeira

O espetáculo “Luto”, criado em Tábua, debruça-se sobre as questões do trauma e da catástrofe. Toma como ponto de partida o fogo de outubro de 2017, de tal modo violento que marca um antes e um depois na sua história. Estará a 22 de maio no Fundão.

Sábado, 22 de maio, pelas 20H45, no âmbito da Rede Artéria, “Luto” estará na Praça da Moagem – Cidade do Engenho e das Artes (Fundão). O acesso é gratuito, devendo os bilhetes ser reservados junto do município  através de e-mail ou do telefone 275 773 032.

O espetáculo de André Braga e Cláudia Figueiredo estreou em Tábua, a 19 de julho de 2019, e resultou de um processo de criação artística da Circolando com o município e a população local.

“Anos antes, na fase de mapeamento cultural que a Rede Artéria efetuou no território, a comunidade tinha decidido trabalhar a partir da valorização do património ambiental, mal sabendo que tudo iria ser consumido pelo fogo”, acrescenta a Rede Artéria em nota de divulgação.

O significado duplo do termo “luto”, enquanto processo de lidar com a perda, por um lado, e enquanto forma do verbo “lutar”, por outro, “foi o mote nuclear que estruturou o pensamento e áreas a abordar no espetáculo.”

O material de partida foram os testemunhos recolhidos, que permitem “abordar dimensões que ultrapassam a esfera local do incêndio. A violência extrema do fogo e a sensação geral da proximidade do apocalipse fizeram a equipa criativa colocar a questão algures na iminência do fim, quando fica claro que é urgente uma nova filosofia, um novo pensamento, um ser político radicalmente diferente.”

A Rede Artéria é um projeto de intervenção sócio-cultural, com coordenação artística d’O Teatrão, que articula as componentes de programação cultural, criação artística, acompanhamento científico e participação comunitária. Desde 2018, esteve na origem de oito espetáculos originais, que estrearam e circularam por Coimbra, Ourém, Fundão, Figueira da Foz, Guarda, Viseu, Tábua e Belmonte.

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