O presidente da Savannah afirma que o estudo de impacto ambiental deverá ser aprovado no próximo ano e a construção da lavaria terá início ainda em 2021.

A mina a céu aberto, em Boticas, poderá começar a produzir em 2022. A garantia é de David Archer, presidente executivo da multinacional mineira Savannah, que confia nas medidas de mitigação do impacto ambiental da mina para garantir a aprovação do projeto.

Segundo declarações ao Jornal de Negócios publicadas este domingo, o presidente da empresa confirma que “em junho entregámos o estudo de impacto ambiental e estimamos que em novembro possa ser colocado em consulta pública, devendo ser aprovado no segundo trimestre do próximo ano”.

O projeto tem sido alvo de protestos continuados da população Covas do Barroso (distrito de Vila Real) e de várias associações de proteção do ambiente. Mas Archer recusa o perigo ambiental da mina porque, diz, as regras europeias são “mais apertadas” relativamente ao que é praticado noutros países como o Chile ou a Austrália.

Após a aprovação do estudo de impacto ambiental e das medidas de mitigação “ambientais, sociais e económicas” propostas, a empresa poderá avançar com a construção da lavaria ainda em 2021, seguindo-se o início da produção no ano seguinte.

O investimento de 110 milhões de euros da Savannah irá permitir extrair concentrado de espodumena da mina, produto que é depois convertido em hidróxido de lítio que está na base das baterias elétricas da indústria automóvel. A Savannah calcula que a mina de Boticas irá garantir lítio suficiente para alimentar 600 mil veículos por ano.

Planos de expansão

Mas David Archer revela a vontade da Savannah em que o governo promova a construção de uma refinaria de lítio, evitando assim a sua expedição para a China.

“A construção de uma refinaria é essencial, caso contrário teremos de mandar o minério para a China, o que dificulta o processo. Mas essa não é a nossa área de atuação. Nós somos uma mineira”, diz. De qualquer forma, isso não o impede de dizer que a empresa“está disponível para apoiar” o projeto.

A empresa britânica pretende ainda garantir direitos para os restantes áreas de prospeção de lítio que o governo está a organizar, nomeadamente na Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

Artigo publicado em Esquerda Net

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