O primeiro dia de debate do Orçamento do Estado (OE) 2021 ficou marcado por uma acesa troca de números sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), entre o Governo e o Bloco de Esquerda. Quem disse a verdade? Aqui fica a verificação dos factos. 

 

“Orçamento do SNS vai mesmo aumentar 805 milhões de euros em 2021 como disse o primeiro-ministro?”

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, no primeiro dia do debate da generalidade e em resposta ao Bloco de Esquerda, que o Governo propunha “um novo aumento de mais de 805 milhões de euros do orçamento do SNS para 2021, que assim disporá de um total de 12.100 milhões de euros”.

O fact check do Observador classifica a afirmação como enganadora

  • O número apresentado por António Costa para o aumento do orçamento do SNS (805 milhões de euros a mais em 2021) é contrariado pelo texto do relatório que acompanha a proposta de OE2021.
  • Os valores finais de orçamento do SNS que apresentou (12.100 milhões de euros) não constam de forma clara na proposta de OE2021.
  • Não ficou claro se António Costa se refere aos valores totais do programa da Saúde inscrito no OE2021 como se fosse o orçamento para o SNS.

“30% das vagas para médicos ficam vazias, como afirma o Bloco de Esquerda?”

Também no debate de dia 27, Catarina Martins confrontou António Costa com a pouca atratividade dos concursos para médicos recém especialistas, referindo que “30% das vagas para médicos ficam vazias. São milhares de profissionais ao longo dos anos, formados pelo SNS, e que o Estado não tem meios para reter.”

O fact check do Observador classifica a afirmação como verdadeira

  • Desde 2016 que ficam por preencher cerca de 30% das vagas disponibilizadas na primeira fase do concurso às especialidades hospitalares, de saúde pública e medicina geral e familiar, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), divulgados pela Lusa.
  • O ano de 2019 foi aquele em que essas vagas foram preenchidas em maior número. Tendo sido ocupadas 77% das vagas. A percentagem tem vindo a aumentar desde 2016, quando pouco mais de 62% do total de vagas das três especialidades foram preenchidas.

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