Foto de Jaime Silva | Flickr

Com a atividade cultural parada há um ano, estas organizações que fazem parte do património popular do interior do país vivem momentos difíceis. 

Desde março de 2020 que as romarias e festas populares estão canceladas devido à pandemia da covid-19. As bandas filarmónicas têm assim a sua atividade suspensa já que estas iniciativas são uma grande fonte de receita.

Para além da gravidade que representa em termos económicos esta situação, a impossibilidade de realizar ensaios e ter aulas de música dificulta o acesso ao conhecimento dos jovens músicos, o que poderá pôr em causa toda uma geração. 

Numa entrevista ao Farol da Nossa Terra, Vítor Borges, Presidente da Sociedade Filarmónica de São João de Areias, do concelho de Santa Comba Dão, alerta que “não tivemos conhecimento, até esta data, de qualquer medida que viesse de encontro à ajuda das filarmónicas” e acrescenta que “as ajudas tardam e, se calhar, para algumas já não virá a ser necessária, infelizmente”. 

A paragem que sofreram as filarmónicas devido à covid-19 pode trazer inúmeros problemas a estas organizações, um deles é a desistência dos músicos. Vítor Borges referiu que “os músicos precisam tocar/ensaiar/ todos os dias. Os músicos amadores precisam tocar/ensaiar pelo menos uma vez por semana, sendo que este ensaio é também o ponto de encontro e convívio de amigos”. 

Em maio de 2020, a Confederação Musical Portuguesa (CMP) já tinha pedido apoio ao Governo para as bandas filarmónicas, face à perda de receitas originada pelo cancelamento das festas populares/religiosas devido à covid-19, iniciativas que lhes garantiam a maior fatia das suas receitas.

Na altura, o presidente da CMP, Martim Caetano, afirmava que para além da crise financeira provocada pela pandemia da covid-19, os “prejuízos ao nível artístico”, com o cancelamento dos ensaios presenciais e das atuações das bandas e das escolas de música também eram preocupantes. 

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