Foto de David Stanley | Flickr

Com o anúncio de adiamento de todas as romarias e festas de cariz religioso, de onde vinham a maior parte do financiamento das Bandas Filarmónicas, estas ficam numa situação insustentável, ao que podemos somar a ajuda reduzida que recebem das suas respetivas autarquias. 

A Confederação Musical Portuguesa (CMP) vai pedir apoio ao Governo para as bandas filarmónicas, face à perda de receitas originada pelo cancelamento das festas populares/religiosas devido à covid-19, iniciativas que lhes garantiam a maior fatia das suas receitas. 

Em declarações à Lusa, o presidente da organização, Martim Caetano, garantiu que os prejuízos financeiros são elevados porque, na maioria dos casos, “o financiamento anual de uma banda filarmónica provém das receitas dos seus serviços”.

Neste quadro, o presidente da CMP teme o encerramento de algumas bandas, sobretudo aquelas que “têm pouco apoio financeiro das Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia”, que têm um “papel fundamental” no financiamento das filarmónicas.

A CMP está, neste momento, a elaborar um dossiê nacional para fundamentar a “necessidade de apoio financeiro imediato, dentro daquilo que são necessidades imediatas, para evitar uma paragem das bandas filarmónicas mais carenciadas financeiramente”. O documento vai ser depois apresentado a várias entidades públicas, entre elas o Governo, “no sentido de se conseguir um apoio financeiro extraordinário, exatamente para fazer face a estas carências financeiras extraordinárias, que decorrem da paragem da atividade”.

Além da crise financeira provocada pela pandemia da covid-19, o presidente da CMP, Martim Caetano, realça ainda os “prejuízos ao nível artístico”, com o cancelamento dos ensaios presenciais e das atuações das bandas e das escolas de música.

(Escrito por DG) 

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