Numa nota enviada à Câmara Municipal de Viseu, a Federação Regional das Associações de Pais de Viseu identifica vários problemas no Município, na sua maioria financeiros, para a aquisição de material informático e acesso à internet. 

Em comunicado, a FRAP de Viseu refere que “as novas medidas escolares lançadas pelo Governo, vieram trazer algumas desvantagens para determinadas famílias, acima de tudo, as mais carenciadas, monoparentais e numerosas”.

A FRAP identificou as seguintes situações na autarquia de Viseu: Famílias sem meios financeiros para aquisição de um computador; famílias sem meios financeiros para um serviço de internet; habitações em posição geográfica sem meios técnicos ou insuficientes para a disponibilização do serviço internet para aceder aos conteúdos digitais por parte dos educandos; Famílias numerosas com dificuldades financeiras para aquisição de meios técnicos para os educandos; famílias monoparentais com dificuldades financeiras para aquisição quer de meios técnicos quer para o serviço de Internet, entre outras situações de carência financeira familiar.

A federação de pais no distrito de Viseu afirma ainda que “é sabedora da Resolução do Conselho de Ministros sobre o Plano de Ação para a Transição Digital. No entanto bem sabemos, que tais medidas só se repercutirão no próximo ano letivo”. Deixam as seguintes questões ao Executivo Municipal de Viseu: Que medidas tem a Autarquia para apoiar estas famílias; se prevê o executivo lançar medidas de apoio financeiro para as famílias monoparentais, numerosas e carenciadas; se prevê o executivo ações que possam facilitar o aumento da cobertura por parte das operadoras – como por exemplo a isenção de Taxa Municipal dos Direitos de Passagem para que estas possam alargar as suas coberturas nas zonas mais remotas das Freguesias de Viseu; se existe algum projeto em que a autarquia possa conjugar com o Governo, a antecipação de verbas para a aquisição de meios informáticos, podendo o governo restituir essas verbas posteriormente e se desenvolveu ou vai desenvolver a autarquia, esforços com empresas no sentido de apoios à aquisição de materiais técnicos a preços reduzidos. 

Concluem “as famílias pretendem a estabilidade psicológica e emocional para os seus educandos e ainda, que todas as crianças tenham os mesmos direitos escolares, diminuindo assim o desequilíbrio social e tecnológico em que neste momento nos deparamos”.

(Escrito por DG)

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