Onze organizações e movimentos e uma dezena de cidadãos uniram esforços e fundaram, no início de maio, o #MovRioDouro, um movimento de cidadania em defesa dos rios da Bacia Hidrográfica do Douro.

O movimento, fundado “em plena Década das Nações Unidas para a Regeneração dos Ecossistemas e reconhecendo a enorme importância que a saúde dos rios e das bacias hidrográficas tem no equilíbrio da Terra e na saúde das sociedades humanas”, surgiu depois de vários encontros e reuniões online, ao longo de 2020 e 2021, e de um plenário.

Segundo o documento de proclamação do movimento que nasce pelas mãos de 25 pessoas, “o #MovRioDouro é um movimento de cidadania em defesa dos rios da bacia hidrográfica do Douro, que congrega pessoas, membros da comunidade científica, grupos e associações para a defesa dos rios, através da troca de experiências e informação, da dinamização de ações conjuntas e da defesa de posições comuns junto da sociedade e decisores.”

Ainda de acordo com o mesmo documento, o #MovRioDouro “atuará com base numa agenda ambientalista e cidadã, de influência dos decisores e da sociedade, para mudanças efetivas na bacia do Douro”, regendo-se pelos princípios “Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Pessoas, Cultura e Território; Visão integrada; Independência e Reflexão Crítica; Cooperação e Participação; Transparência.”

Alguns dos problemas sobre os quais se pretende que o movimento se debruce são a “poluição e a qualidade da água nos rios da bacia hidrográfica do Douro, a renaturalização de rios e margens – usadas, por vezes, para fins que prejudicam os habitats e o bom funcionamento do ecossistema -, a destruição das galerias ripícolas e o impacto negativo nas margens – relacionado com a navegabilidade do Douro.”

As onze entidades que, além de 10 pessoas a título individual, integram o movimento informal são a ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental; a Associação Espaço VIPA 1051; a Associação URTICA – Defesa do Ambiente e Acção Climática; a AZU – Associação Ambiental em Zonas Uraníferas; a Campo Aberto – associação de defesa do ambiente; o GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; o Movimento em Defesa do Rio Tinto; o Movimento Rio Sousa; o NAST – Núcleo Associativo de Santo Tirso; o OnGaia – Associação de Defesa do Ambiente; e a Rede Inducar.

O primeiro evento público e presencial deste novo movimento tem data marcada para 19 de junho, “em jeito de apresentação à comunidade, com uma caminhada junto ao rio Tinto, pelo Parque Oriental do Porto, com o rio Douro como destino final. Os detalhes do evento serão divulgados brevemente.”

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