Feira da Malveira - setembro 2019 | Foto de Paula Nunes

O Governo tinha anunciado a suspensão dos mercados e feiras de levante, mas agora diz que podem realizar-se desde que autorizadas pelas autarquias e respeitando as normas da DGS. Deputada bloquista Isabel Pires diz que “o passo atrás do Governo nesta decisão é apenas acertado”.

No passado fim de semana, o primeiro-ministro anunciou a proibição da realização das feiras e mercados de levante, mas acabou por recuar desta decisão. De acordo com o jornal Público, que cita declarações de uma fonte próxima do governo, a “regra é proibição das feiras e mercados de levante, salvo autorização” da autarquia.

A proibição destes eventos ficou envolta em grande contestação por parte da população, dos feirantes e de alguns autarcas. Para Isabel Pires, deputada do Bloco de Esquerda, em declarações ao Esquerda.net, “o passo atrás do Governo nesta decisão é apenas acertado. Estava criada uma situação de desigualdade tremenda, ainda para mais quando o setor das feiras e mercados já foi dos mais afetados na primeira vaga da pandemia”.

O presidente da Federação Nacional de Associação de Feirantes, que já tinha marcado um protesto devido a esta decisão do governo, acabou por cancelar a manifestação depois de acusar o executivo de “deixar ficar para trás milhares de feirantes”. Por sua vez, a Associação Feiras e Mercados da Região do Norte tinha considerado a decisão como “discriminatória” e “fatal” para as milhares de famílias.

Agora, a decisão da realização ou não das feiras e mercados está sob responsabilidade das autarquias. “Com a passagem da decisão para as Câmaras Municipais achamos que, em primeiro lugar, deve haver uma sensibilização das mesmas para a importância deste setor de atividade, em especial para a economia local. Em segundo lugar, deixamos o alerta para que, com esta nova decisão, não se abra a porta para uma nova desigualdade que é a discrepância de decisões por território. Estaremos atentos”, promete Isabel Pires.

Artigo publicado em esquerda.net

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