Dados apresentados pelo Ministério da Agricultura mostram que milhares de animais nascidos em Portugal são enviados para adoção para países como a Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, Suíça e Dinamarca. Por Esquerda.net

Em 2020 foram quase cinco mil. Em 2019 tinham sido menos de três mil. E, em cinco anos, totalizaram 13.375. Estes são os números de animais de companhia enviados de Portugal para adoção em países estrangeiros.

O Ministério da Agricultura informa ainda que os países que mais recebem animais para adoção vindos de Portugal são, por ordem decrescente, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos, a Suíça e a Dinamarca, tendo cada um deles recebido mais de 600 animais desde 2016.

São sobretudo cães e apenas uma minoria de 8% são gatos. E, em grande medida, são animais que estavam acolhidos em associações ou centros de recolha.

As adoções de animais têm regras que implicam um certificado da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária emitido numa base de dados europeia, a verificação do passaporte de animal de companhia da União Europeia, identificação com microchip, vacina contra a raiva e um exame clínico 48 horas antes da viagem. Os animais só podem ser transportados por um transportador autorizado e num veículo certificado vistoriado pela DGAV. O ministério da Agricultura esclarece ainda que são feitos regularmente controlos do processo. Nos últimos cinco anos foram controlados 2.103 destes animais.

Também as várias associações nacionais que as promovem asseguram, ao Jornal de Notícias(link is external), que seguem regras para garantir que os animais adotados venham a ter bem-estar que passam por questionários e entrevistas por vídeo-chamada aos candidatos a adotantes.

Ricardo Lobo, da Associação Nacional de Médicos Veterinários Municipais, ao mesmo órgão de comunicação social, diz que é “difícil” analisar os motivos que estarão na base de tanta “procura”. Ainda assim avança como possível justificação desta quantidade de adoções revelado pelo governo após uma pergunta do PAN a escassez de animais nos países de destino, alguns dos quais “há muito tempo colocaram em marcha planos de esterilização e têm regras muito apertadas na detenção, responsabilização e educação das pessoas”, tendo “o problema dos animais errantes resolvido, ao ponto de deixarem de representar uma preocupação de saúde pública”.

 

Publicado por Esquerda.net a 7 de março de 2021.

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