Mangual em Movimento reúne-se com a Comissão de Trabalhadores da PSA

Foto de Mangual em Movimento | Facebook
Um dos assuntos abordados foi “a fase de produção descontinuada devido à falta de componentes como os microchips” que a empresa está a passar neste momento. 

Em nota de imprensa, o Mangual em Movimento informa que se reuniu com a Comissão de Trabalhadores (CT) da PSA/Mangualde, juntamente com a Comissão Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda, para “refletir sobre o presente e o futuro da empresa nesta fase de produção descontinuada devido à falta de componentes como os microchips”. 

O movimento começa por congratular “a luta destes trabalhadores – representados pela CT – que viram reconhecida, no tribunal de trabalho, a violação objetiva do direito à greve – exercida em 2019 –  por parte da multinacional”. 

Para o Mangual em Movimento, “esta vitória é um importante sinal para os trabalhadores em geral em relação às virtudes da organização dos trabalhadores para a defesa dos seus interesses”. 

Na reunião foi discutida a “insuficiência da ferramenta da bolsa de horas – em relação à qual a CT se posiciona em favor a sua abolição -, dado que atingidas as 260 horas em bolsa de horas automaticamente os trabalhadores passam para lay-off a ser pago 80% do seu vencimento base”. 

A PSA Mangualde é uma empresa que viu os seus lucros aumentaram um milhão por ano, entre 2017 e 2019, tendo registado valores de 2,173 mil milhões de euros em 2020. Por sua vez, Carlos Tavares, diretor do Grupo, tem uma remuneração anual de 5,7 milhões de euros. 

A reunião também deu mote para denunciar que os trabalhadores pagam 90 cêntimos por refeição “pelo facto de a empresa apenas cobrir o valor mínimo a pagar de subsídio de alimentação numa situação em que o refeitório é gerido por uma outra empresa”. 

A nota de imprensa termina referindo que o “Mangual em Movimento fo reforçado o compromisso de acompanhar a situação da empresa e dos seus trabalhadores e trabalhadoras tendo em vista a melhoria constante das suas condições de trabalho e de vida”. 

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