Cerca de 150 pessoas estiveram concentradas na Praça do Município em Vila Real numa manifestação do setor da restauração, bares e comércio, convocada pelo movimento “A Pão e Água”. Fotografias no artigo.

Na manifestação de ontem estiveram representados restaurantes, principalmente de Vila Real e Chaves, do distrito de Vila Real, onde a grande maioria das empresas são pequenas, médias ou micro. Os manifestantes reivindicaram apoios do Estado que cubram, pelo menos, as despesas fixas que se mantiveram durante estes 8 meses de pandemia, como por exemplo a renda, o IVA e a energia.

Carlos Gomes, do Bloco de Esquerda de Vila Real, este presente e explicou, em declarações ao Interior do Avesso, que o movimento “está a dinamizar um protesto e uma reclamação junto do Estado para realmente serem tratados, serem protegidos, bem melhor do que aquilo que o Estado tem disponibilizado, porque, de facto, segundo eles estão em situações gritantes de miséria.”

Considera ter sido “interessante que num contexto de intervalo entre uma intervenção e outra a música que puseram foi o Grândola Vila Morena, houve simbólicamente uma posição de não se deixar capturar por movimentos ditos de direita.”

Refere ainda que através do manifesto fizeram um ultimato ao Governo. “Querem uma resposta até quinta-feira e se o Governo não responder até quinta-feira eles pedem uma reunião […]. Se não tiverem essa reunião, vão-se organizar a nível nacional para uma manifestação no dia 25 de novembro.”

Depois de reunir com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, Catarina Martins anunciou ontem em conferência de imprensa três propostas fundamentais, a ser implementadas já, que visam apoiar o sector da restauração:

  1. Apoios que tenham em conta a faturação de 2019 em vez de 2020

  2. Programa sobre as rendas dos estabelecimentos

  3. Redução fiscal para aguentar o emprego

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