Escola Básica do 1º Ciclo de Casas dos Montes - Chaves | Foto do MESA

Após mais uma semana de protestos em escolas de vários pontos de país, as duas organizações disponibilizam-se para ajudar o Ministério da Educação na elaboração de um calendário para as intervenções em escolas com amianto consideradas prioritárias. MESA e ZERO disponibilizam ainda dados recolhidos na plataforma de queixas “Há Amianto na Escola”.

O Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e a associação ambientalista ZERO querem uma reunião de urgência com o Ministro da Educação para a definição dos prazos de intervenção em escolas com amianto consideradas muito prioritárias ou de prioridade 1.

Relembramos que algumas escolas com amianto no interior do país são: Escola EB1 de Miranda do Douro e a Luciano Cordeiro em Mirandela (distrito de Bragança), Escola Básica de 2º Ciclo Pêro da Covilhã (distrito de Castelo Branco), Escola EB1 Casas dos Montes em Chaves e EB23 Murça (distrito de Vila Real) e a Escola Básica 23 de Ferreira de Aves, Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, Escola Secundária Frei Rosa Viterbo em Sátão, Escola Básica dos 1º e 2º Ciclo de Tondela (distrito de Viseu).

As duas organizações pretendem saber quando estas escolas de intervenção urgente terão concretamente obras para a remoção do amianto, tendo em conta o elevado grau de degradação dos materiais que fazem parte daqueles equipamentos escolares.O MESA e a ZERO disponibilizam-se ainda para ajudar o Ministério da Educação na delineação de um calendário priorizado de intervenções em escolas com amianto, contribuindo com os dados da plataforma “Há Amianto na Escola” decorrentes das queixas recebidas da comunidade escolar de todo o país.

“A nossa lista (de denúncias) não substitui nenhuma lista oficial, a questão é que a lista oficial não é divulgada, portanto não é tornada pública e nós tentámos pelos nossos próprios meios e através da participação das pessoas criar no fundo uma tentativa de lista alternativa mas é sempre necessário uma lista oficial. Porque esta vale o que vale, é uma lista informal”, esclarece André Julião, coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA).

“Estamos precisamente na mesma situação em relação ao interior e ao litoral. O que temos tentado fazer é inquirir as câmaras sobre o estado do processo dessas escolas, seja elas da responsabilidade da câmara ou do Ministério. Algumas câmaras têm respondido, outras não. Mas eu sei de câmaras que estão a cumprir a parte delas, ou seja, a remover o amianto das escolas sob a sua tutela. Por exemplo, a Câmara de Murça tem obras previstas para a remoção de amianto este ano”, avança o líder da MESA.

Recordamos que a plataforma “Há amianto na Escola”, criada pelo MESA e pela ZERO, surgiu há pouco mais de dois meses e identificou, até agora, 102 estabelecimentos de ensino onde a presença do amianto é um potencial problema para a saúde de quem ali estuda ou trabalha.

 

Escrito por DG

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