O Conselho de Segurança Nuclear (CSN) espanhol autoriza o funcionamento da Central Nuclear de Almaraz até outubro de 2028, através de um parecer emitido onde impõe algumas regras ao seu funcionamento. O Movimento Ibérico Antinuclear reagiu em comunicado, exigindo que o Governo Espanhol não autorize este prolongamento.

Esta decisão não apanha de surpresa o MIA, por considerar que a indústria do Nuclear exerce pressão para que as Centrais em funcionamento em Espanha prolonguem o seu período de vida.

Referem que este parecer que prevê que a Central Nuclear de Almaraz continue em funcionamento para lá de 2020 é errada e de gravidade extrema, “pois viabiliza que a Central de Almaraz, totalmente envelhecida e obsoleta, continue a trabalhar e a colocar toda a Península Ibérica em risco até ao ano de 2028”.

A Comissão Coordenadora do MIA em Portugal irá agora pedir ao Governo português que tome uma posição contra este prolongamento de vida da central, pois esta terá impactos diretos no nosso território e será o Governo Espanhol a tomar a decisão final. A Central está localizada na província de Cáceres, em Espanha, junto ao rio tejo e a cerca de 100 km da fronteira portuguesa. O Movimento alerta que “tem tido incidentes com regularidade, existindo situações em que já foram medidos níveis de radioatividade superiores ao permitido.”

Segundo o MIA, se existir um acidente grave Portugal poderá sofrer os impactos, tanto pela contaminação das águas como pela contaminação atmosférica, devido à proximidade. Relembram ainda que Portugal “não revela estar minimamente preparado para lidar com um cenário deste tipo, pelo que a acontecer um acidente grave, isso traria certamente sérios impactos imediatos para toda a zona fronteiriça, em especial para os distritos de Castelo Branco e Portalegre.”

Escrito por JL

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