Foto por Relatos RUC | Facebook

O atraso nas obras de requalificação do IP3 poderá ficar próximo de um ano, visto que o Governo prevê que só no próximo mês haja uma conclusão das obras e estas têm já 10 meses de atraso. Trata-se de um troço entre Penacova e Mortágua que também terá um custo de um milhão de euros a mais do que os 12 milhões previamente previstos no projeto.

Álvaro Miranda, da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, afirma à TSF que “as obras decorrem a um ritmo muito lento. Continuamos a ver poucos trabalhadores alocados a esta obra”, sublinhando também que após as mais de 200 pessoas que perderam a vida nesta estrada, este atraso é uma “incúria e uma pouca vergonha”.

Para a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 a pandemia não é justificação para os atrasos, até porque os trabalhos podiam ter sido acelerados devido ao menor tráfego devido ao confinamento.

Segundo Álvaro Miranda, “a pandemia não pode ser tida como o problema para que a obra não avance. A obra nunca parou e até podiam e podem aproveitar para que a obra seja mais fluida na sua conclusão. O trânsito diminuiu muito e há muito mais facilidade em efetuar uma obra numa via quando o trânsito é muito inferior”, referindo também que para além do atraso, estão preocupados com as obras que não foram contempladas neste projeto.

Em declarações à TSF, fonte do Ministério salienta que o “incumprimento de prazos de diferentes atividades que levou a Infraestruturas de Portugal a requerer, ainda em 2019, a apresentação de um Plano de Recuperação de Atrasos” foi uma das várias causas para os atrasos, salientando também as condições climatéricas do mês de dezembro do ano de 2019.

O Ministério afirma que “o escorregamento ocorrido num talude de escavação na zona da obra na madrugada do dia 21 de dezembro de 2020, que implicou o corte do IP3 entre os Nós da Espinheira e de Penacova, que obrigou à mobilização de equipamento e pessoal (que deveria estar a ser utilizado na obra) para os trabalhos de remoção de terras e reparação da via necessários à reposição da circulação”.

O Ministério prevê que as obras terminem “entre o final de fevereiro e o final de março”, afirmando ainda que o valor da obra ficará um milhão mais caro do que o previsto inicialmente, cifrando-se agora em 13 milhões de euros.

Já relativamente à requalificação entre o nó de Souselas e o de Viseu com a A25, segundo o Governo “o Projeto Base e o Estudo de Impacto Ambiental já foram concluídos e submetidos a Avaliação de Impacto Ambiental em dezembro de 2020”.

O ano de 2024 continua a ser apontado para a conclusão dos trabalhos de requalificação no IP3, obra que custará perto de 134 milhões de euros.

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