Olho Vivo celebra cultura do Povo Cigano

O Núcleo de Viseu da Olho Vivo – Associação para a Defesa do Património, Ambiente e Direitos Humanos organiza uma sessão cultural no âmbito da comemoração do Dia Internacional do Povo Cigano.
Bandeira do Povo Cigano
Bandeira do Povo Cigano

No próximo sábado, 6 de abril, o Carmo 81 recebe uma iniciativa cultural da Olho Vivo para celebrar a cultura do Povo Cigano, apresentando os livros “Conhece-me antes de me odiares – História e Cultura Cigana”, de Bruno Gonçalves, e “A História do Ciganinho Chico”, que serão apresentados, respectivamente, por Vânia Cardoso Lourenço, licenciada em Direito e Verónica C. Lourenço, estudante de Relações Internacionais na Universidade de Coimbra.

A sessão, que será moderada por António Fernandes Pinto, Auxiliar de Saúde, contará ainda com a exibição de um documentário realizado no âmbito do PAAC 2023/2024 da Letras Nómadas AIDCC, que se intitula de “História e Cultura Cigana”.

A iniciativa, de entrada livre, acontece no dia 6 de abril, às 17h, na Rua do Carmo.

Segundo a associação Olho Vivo, este dia é assinalado em todo o mundo a 8 de abril, por “ter sido neste dia, em 1971, que se realizou, perto de Londres, o Primeiro Congresso Mundial Cigano.”

A data pretende “celebrar a unidade e diversidade dos ciganos e ciganas de todo o mundo e as grandes contribuições da sua rica cultura para a cultura universal e para a cultura e história de cada povo e país em particular.”

A associação lembra ainda que “só em 1829 foram reconhecidos pelo Estado como cidadãos portugueses, mas continuaram a ser discriminados e perseguidos até ao fim da ditadura salazarista.”

Com a Revolução dos Cravos, a população cigana passou a ter “completa cidadania, apesar de ainda hoje serem vítimas de discriminações e ódio racial por parte, sobretudo, da extrema-direita, mas também de muitos portugueses eivados de ignorância e preconceitos, e até, ainda, de alguns resquícios de racismo institucional.”

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