Foto por Lusitana, CC BY-SA 3.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0>, via Wikimedia Commons

Quase um quarto de século depois da sua criação, o Parque Arqueológico do Vale do Côa vai finalmente ter existência formal. O plano de ordenamento do parque arqueológico, que arrancou esta quarta-feira, permite à Fundação Côa-Parque participar na gestão do território de cinco concelhos onde existe arte rupestre.

Segundo artigo do Jornal de Notícias (JN), o despacho que marca o arranque do plano de ordenamento, foi publicado em Diário da República no dia 2 de dezembro, em que se assinalou o 22.º aniversário da classificação das gravuras como Património Mundial da UNESCO.

A execução vai ser liderada pela Direção-Geral do Património Cultural e pela Fundação Côa-Parque. Vai “estabelecer um regime de salvaguarda do património do vale do Côa”, definindo “um modelo de desenvolvimento sustentável”, que tenha por base a “valorização dos recursos naturais e a economia rural”, aproveitando “o potencial turístico, cultural e de lazer, e dando-lhe projeção internacional”, explicou ao JN Bruno Navarro, presidente da Fundação.

O plano estará pronto dentro de 18 meses, só então a Fundação ficará dotada de um instrumento que vai “permitir intervir na gestão do território”. De acordo com as declarações de Navarro ao JN, “nunca terá uma lógica de bloqueio às necessidades de desenvolvimento da região”, nesse sentido a gestão será feita “sempre em articulação com os municípios. Para já, os de Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Meda. Mais tarde, o de Torre de Moncorvo, onde também existe arte rupestre.

Em 2020, ano marcado pela pandemia, o avançar do plano de ordenamento é umas das melhores notícias para o Côa num ano “dramático e trágico” para o setor cultural em Portugal. Com dados até final do mês de outubro, Bruno Navarro estima que a quebra de visitas ao parque e ao museu, bem como de receita própria, ronde os 20%. Ainda assim, julho, agosto e setembro permitiram que as quebras não fossem maiores, com uma afluência que cresceu mais de 40%, comparativamente ao período homólogo de 2019.

 

Visitantes do Museu e Parque Arqueológico do Côa duplicaram em agosto

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