Foto de Vítor Oliveira | Flickr

O impasse no Plano de Mobilidade Turística e Quotidiana do Tua continua. Diretor do Parque Natural Regional do Vale do Tua critica a administração central. 

Segundo a Lusa, uma das contrapartidas pela construção da barragem de Foz Tua é a implementação do Plano de Mobilidade Turística e Quotidiana do Tua, mas passados dez anos o impasse no projeto continua. A área de influência da albufeira da barragem abrange os concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor.

Esta estratégia para o Tua foi incluída como contrapartida no Plano Nacional de Barragens, entre outras. O território teve direito a apoios da concessionária EDP para programas de investimento de desenvolvimento local e recuperação de património. Quase todas as compensações estão cumpridas, menos o Plano de Mobilidade. 

A parte turística do Plano de Mobilidade foi concessionada ao empresário Mário Ferreira, dono da Douro Azul, onde estão incluídas viagens de barco e comboio. A EDP deu 10 milhões de euros ao empresário para investir no Vale do Tua. 

O diretor do Parque Natural Regional do Vale do Tua, uma estrutura criada como contrapartida da barragem, Artur Cascarejo, culpa a administração central pela impasse no Plano de Mobilidade e afirma que aguardam pelas promessas há mais de uma década. 

“Nós temos feito tudo em tempo recorde e somos nós que estamos não só a cumprir como até a antecipar prazos. Quem tem falhado nisto não somos nós, é uma vez mais a administração central e eu espero que não falhe agora que estamos na fase final”, afirmou à Lusa. Segundo disse, faltam mais autorizações e adaptações dependentes da administração central e entidades públicas envolvidas no processo como o Instituto da Mobilidade Terrestre (IMT) e da CP.

Por sua parte, também à Lusa, o presidente da Agência Regional de Desenvolvimento do Vale do Tua, João Gonçalves, outra estrutura criada como compensação da construção da barragem e é a principal gestora do Plano de Mobilidade, refere que há vários anos que são anunciadas e adiadas obras para dar seguimento ao plano, mas nunca será concretizável a curto prazo. 

“O objetivo há de ser conseguido, passo a passo vai-se caminhando”, considerou João Gonçalves e frisou que “todas as entidades estarão interessadas em que o sistema esteja implementado”, nomeadamente “a própria EDP numa fase em que estará em negociações para a venda da concessão da barragem”.

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