Foto de Diego Garcia

A Plataforma pela Reposição das SCUTS da A25 e A23 informou que foi notificada judicialmente pela PSP devido a um protesto que realizou na Guarda que consistiu na realização de uma marcha lenta para exigir o fim das portagens nestas autoestradas. 

Foi notificada judicialmente pela PSP a Plataforma pela Reposição da SCUTS da A25 e da A23 devido a um protesto em marcha lenta pela abolição das portagens realizado na Guarda.

Em declarações à Rádio Cova da Beira, Luís Garra, coordenador da União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB), uma das organizações que integra a Plataforma, refere que foram cumpridas todas as indicações legais. Luís Garra diz que “nós fomos ouvidos, tivemos a oportunidade de dizer que não tinha havido nenhum atropelo à lei. Portanto, consideramos este levantamento de auto não tem qualquer fundamentação. Entretanto, o Ministério Público remeteu de novo à PSP para nos notificarem no sentido de ser retirada a queixa, mas temos que pagar individualmente uma coima de 500 euros e outra de 300 euros para a organização”. 

Luís Garra afirma que “como é evidente nós tomamos a decisão de não aceitar esta coima” e acrescenta que “não sei qual vai ser o destino deste processo, mas se seguir para julgamento, lá estaremos para mostrar que há aqui um abuso de poder, até porque fizemos ações de protesto na Covilhã, Fundão, Castelo Branco e também na Guarda”, mas só nesta última cidade é que tiveram problemas com as forças de segurança. 

O coordenador da USCB diz que não tem dúvidas e que esta decisão tem motivações políticas, “que fique claro que isto é um processo político que visa cortar a liberdade e garantias conquistadas pelo 25 de abril e não o vamos permitir. Se pensam que é com esta tipo de ameaças que vão impedir que a Plataforma desenvolva as ações que consideremos desenvolver, que se desenganem.”

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