Foto por Cátia Duro Borges | Facebook

Luta da população de Lamadarcos contra a venda da antiga Escola da aldeia consegue “suspender” a alienação deste património por parte do Município de Chaves.

A 8 de agosto o Município de Chaves anunciava que iria realizar a venda em hasta pública, no dia 2 de setembro, de três imóveis, antigas escolas primárias do concelho. Os imóveis a ser alienados estão localizadas nas Freguesias de São Vicente da Raia (Escola da Aveleda, base de licitação – 7.060€), Lamadarcos (Escola de Lamadarcos, base de licitação – 24.800€), e Loivos e Póvoa de Agrações (Escola do Seixo, base de licitação – 5.560€).

Este anúncio veio no seguimento da Assembleia Ordinária de Freguesia, na junta de Lamadarcos, em julho passado, em que foi proposta pela atual Junta de Freguesia, a venda da antiga Escola Primária por parte da Câmara Municipal, por esta ser a detentora do edifício pela “Lei de Usucapião”. Esta proposta gerou a indignação da população, e apesar de se fazerem presentes na Assembleia para demonstrar não estarem de acordo com esta proposta, a proposta foi aprovada por maioria.

A Escola de Lamadarcos tem desde a sua fundação características peculiares. Foi construída em terrenos doados por particulares e construída com a força de trabalho da população, por esta se encontrar na época em diferendo com o Estado. Quando a Escola fechou por falta de alunos o edifício ficou ao abandono e entrou em processo de degradação.

Há cerca de 10 anos foi fundada em Lamadarcos a Associação “Rota dos Contrabandistas”, uma associação recreativa, sem fins lucrativos, a quem foi entregue por contrato de comodato a antiga escola. Novamente a comunidade se uniu para reconstruir o edifício em avançado estado de degradação.

Estes e outros argumentos foram apresentados ontem ao Presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, que após os protestos populares e a pressão feita nas redes sociais concedeu finalmente uma audiência a representantes da população. Desta audiência resultou a suspensão do processo de venda. Em declarações à Lusa, Nuno Vaz disse que em resultado da audiência “entendemos que não havia condições para vender a escola, suspendemos a venda e vamos ouvir novamente a junta de freguesia para perceber, em face a estes desenvolvimentos, o que se propõe fazer”.

(Escrito por MFS)

Deixe o seu comentário

Skip to content