Foto de Interior do Avesso | Setembro de 2019 |Rio Ponsul - Cais de Lentiscais

As Comissões Coordenadoras Distritais de Castelo Branco e Portalegre do Bloco de Esquerda, tal como o Núcleo Concelhio de Castelo Branco do partido exige um levantamento dos prejuízos  derivados da seca no rio Tejo às populações ribeirinhas, nomeadamente nos concelhos de Castelo Branco, Vila Velha do Ródão e Nisa.

Relembramos que a região, nos meses passados, viveu a pior seca de que há memória. Os afluentes Ponsul, na Beira Baixa, e Sever, no Alto Alentejo, ficaram praticamente sem uma gota de água.

Em comunicado, as Comissões Coordenadoras Distritais de Castelo Branco e Portalegre, e o Núcleo Concelhio de Castelo Branco do Bloco de Esquerda congratulam-se pelo investimento anunciado pelo Governo onde a requalificação das infraestruturas afectadas já serão mais resistentes aos problemas derivados das alterações climáticas, mas consideram que não é suficiente e exigem um levantamento de prejuízos nas populações afectadas como por exemplo pescadores, empreendimentos na área do turismo e o comércio local.

 

As estruturas locais do partido também mostram estranheza “ao facto da APA assumir o erro da gestão da Iberdrola e do Estado espanhol, mas não pressionar para que as indemnizações fiquem na responsabilidade da multinacional e do país vizinho e não das instituições portuguesas.”

No mesmo comunicado, as Comissões Coordenadoras e Núcleo relembram que desde o passado mês de Maio o caudal dos rios Ponsul, Sever e Tejo, na albufeira da barragem de Cedilho, começou a descer consideravelmente chegando a ter menos de 15 metros do normal. O motivo para esta catástrofe ambiental, que afectou os concelhos de Castelo Branco, Vila Velha do Ródão e Nisa, foi que Espanha libertou o caudal mínimo exigido durante o ano hidrológico, mas quando chegou o mês de Setembro declarou estado de emergência por seca e tiveram de libertar tudo o que não tinham libertado durante o ano.

Em duas semanas, a Espanha terá deixado passar mais de 400 hectómetros cúbicos pela barragem de Cedilho e de Alcântara, onde possui centrais hidroeléctricas e em ambas “pode reter e libertar água, dependendo das suas necessidades”, referem no documento.

Afirmam também que a tese é corroborada pela APA, já que diz estar segura de que a CHT cumpriu os mínimos exigidos e salienta que o baixo nível do caudal do Tejo se deve às “descargas extraordinárias na barragem de Cedilho para que Espanha possa cumprir o regime de caudal anual estabelecido pela Convenção de Albufeira.”

 

O Ministro do Ambiente e da Acção Climática já anunciou 180 mil euros para a recuperação dos cais de Lentiscais, Malpica do Tejo e do rio Sever, tal como para a requalificação do acesso à barragem de Cedilho por Monte Fidalgo.

 

Escrito por DG.

 

 

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