Foto de Carolina Gomes

A Plataforma P´la Reposição das SCUTs considera que “a redução dos 50% é já um bom contributo”. Isabel Pires, deputada do Bloco, refere que “mantemos o compromisso de terminar com as concessões a privados que tantos milhares de milhões de euros têm retirado ao erário público”. 

Numa nota de imprensa enviada à Rádio Clube da Covilhã (RCC), a Plataforma P´la Reposição das SCUTs na A23 e A25 considera positiva a redução de 50% aprovada pela Assembleia da República, “embora entre em vigor a partir de 1 de julho, quando na versão inicial seria a 1 de janeiro”. O movimento promete continuar “a luta pela abolição até ao final da legislatura”. 

No comunicado refere que “a redução dos 50% é já um bom contributo e inicia o caminho da reposição das SCUT a curto prazo. Por isso, a Plataforma P´la Reposição das SCUTs na A23 e A25 saúda a decisão da Assembleia da República, lamentando, no entanto, que os deputados do PS, em especial os seus eleitos pelo interior, não tivessem feito parte da solução”. 

A organização informa que “a luta vai continuar até que a reposição das SCUT se torne uma realidade ainda na atual legislatura” e acrescenta que “espera e exige, que no imediato se cumpra e aplique uma lei da República, soberanamente aprovada no parlamento”. 

O movimento, que junta diversos sindicatos e empresas, para além da sociedade civil, elogia a atitude do “PCP, PEV e BE que sempre, durante estes quase 10 anos e também agora na discussão do OE na especialidade, procederam à apresentação de propostas para a abolição das portagens nas SCUT”. 

A deputada do Bloco de Esquerda, Isabel Pires, em declarações ao Interior do Avesso, disse que “a redução de 50% das portagens nas autoestradas do interior (e do Algarve) é um passo importante que melhora a proposta inicial do governo, que deixava muitos utentes de fora do anunciado desconto. Sendo um passo importante face à situação atual, o caminho a ser feito deve ser o da abolição das portagens”. 

“Desde a sua criação que estas portagens têm sido mais um fator de desigualdade territorial e fator de dificuldade ao crescimento económico e de circulação das populações. O Bloco mantém o seu compromisso com as populações do interior pelo fim das portagens, sendo certo que também mantemos o compromisso de terminar com as concessões a privados que tantos milhares de milhões de euros têm retirado ao erário público”, refere a deputada. 

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