Segundo os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística, no terceiro trimestre de 2020, o preço de venda das casas em Portugal fixou-se num valor mediano de 1.160 euros por metro quadrado. Apesar de os preços terem travado nas grandes cidades, aceleram no interior.

Segundo os dados divulgados esta terça-feira, analisados pelo Jornal de Negócios, os preços das casas continuam a aumentar em Portugal, apesar da crise económica provocada pela pandemia. Mesmo assim, verificou-se uma reconfiguração do cenário no terceiro trimestre de 2020, face aos primeiros seis meses do ano, verificando-se uma tendência que já vem de antes da pandemia: os preços estão a acelerar no interior, enquanto vão travando nas grandes cidades.

O comportamento de desaceleramento é notório, particularmente nas grandes cidades, verificando-se que o ritmo de crescimento dos preços das casas desacelerou em 10 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, incluindo Lisboa. No total, os preços das casas caíram, em termos anuais, em 55 municípios, ficando praticamente estagnados em sete.

Contrariamente ao comportamento verificado a nível nacional, os valores de venda vão crescendo a dois dígitos em várias zonas do interior do país. Os dados do INE, segundo o Jornal de Negócios, mostram que há 25 municípios onde o preço mediano aumentou mais de 20%. Ainda de registar outros 32 municípios onde a subida foi superior a 30%, quase todos localizados nas regiões do Alentejo, Norte e Centro.

A maior subida do país registou-se no município de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, onde o preço mediano de venda mais do que duplicou entre o terceiro trimestre de 2019 e o período homólogo de 2020, de 210 euros para 460 euros por metro quadrado. Também em Mértola, no Alentejo, os valores medianos de venda quase duplicaram no mesmo período em análise, crescendo de 291 para 566 euros por metro quadrado.

No total, os preços aumentaram a um ritmo superior a 30% em 10 municípios do Alentejo, outros 10 do Norte, 8 do Centro, 3 nos Açores e 1 na Madeira, resume o Jornal de Negócios.

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