Ambos os oradores, Cláudio Torres e Pedro Oliveira, apontaram como parte das “Soluções para o Interior” uma agricultura não intensiva e aliada ao conhecimento técnico científico. Nas palavras do arqueólogo “o futuro também passa pelo desenvolvimento da agricultura”. 

Cláudio Torres referiu ser necessário somar outra dimensão ao desenvolvimento técnico-científico como caminho para o interior: a “sabedoria agrícola” que consiste em “saber aproveitar como a terra pode dar mais, melhor e com qualidade”. Uma “agricultura à escala humana” que permita a fixação de pessoas, através da variedade e de “formas agrícolas inovadoras”. Defendeu a preferência pela minicultura, por oposição aos latifúndios e às monocultura como a do trigo e as mais recentes grandes plantações de oliveira, que classificou como “agricultura selvagem”, que gera “zonas inabitáveis” que afastam as pessoas.

Pedro Oliveira reiterou a necessidade de “aliar a ciência ao território, de perceber quais as necessidades do território”, lembrando que esta crise nos mostrou “que precisamos mais de agricultores do que de jogadores de futebol”. Considerou que “não precisamos de agricultura intensiva, grandes plantações, que estão a destruir rios, que estão a destruir o território”, precisamos sim de recursos humanos altamente qualificados que possam trabalhar em conjunto com os novos agricultores, que terão o desafio de “se adaptar à nova realidade que são as alterações climáticas”.

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