Poesia e prosa ajudaram Luísa Pinto e Anabela Branco de Oliveira a superar o confinamento e o medo do desconhecido, transformando essa vontade no Dezanove que estreia hoje em Vila Real.

Sem qualquer apoio financeiro, as duas esboçaram um roteiro que arranca hoje em Vila Real (17h, parque Corgo, junto à esplanada do Café Concerto) e seguirá para Aveiro (Agosto), Baião (Setembro) e Porto (Outubro).

A ideia é continuar para sul, talvez por cidades e vilas do interior, segundo declarações ao jornal Público, para “valorizar os territórios e as comunidades locais, levando a arte a zonas mais isoladas.” Nesta parte do país pretendem perceber “como é que gente já isolada antes da pandemia viveu este isolamento”.

Nas declarações ao Público, num artigo de Mariana Pinto, Luísa diz que “durante toda a minha vida disse que a arte não salva, transforma. Neste momento, a arte salvou-me. Comecei a ficar menos deprimida e a perspetivar outras formas de fazer.”

Ambas as organizadoras usaram as redes sociais para partilhar as suas leituras com o mundo. Anabela Branco de Oliveira leu Valter Hugo Mãe, Luis Sepúlveda, Lídia Jorge, Lobo Antunes, João de Melo, Vasco Branco, Ondjaki e José Eduardo Agualusa e assume que isso a ajudou a passar pelos últimos meses, “a literatura é fundamental. Se nos pomos a ler isso funciona como evasão, mas não só. A sensação que tive foi de que ia dar a volta”, disse.

No evento do Facebook as organizadoras deixam o apelo: “Aparece! Traz os teus poemas! Se quiseres traz um lanche! Vamos partilhar.”

 

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