Na próxima segunda-feira, dia 15, será promovido mais um Encontro do Avesso com transmissão online, em direto. O tema Resposta à Crise no Interior: Crise Social será debatido por José Soeiro (deputado à Assembleia da República), Inês Coelho (jurista e técnica de apoio à vítima) e Nuno Augusto (sociólogo), com moderação a cargo de Catarina Peniche (psicóloga).

Vivemos há quase um ano numa realidade pandémica que tornou mais evidentes assimetrias, desigualdades e fragilidades já existentes. A crise pandémica trouxe com ela uma crise social e uma crise económica, que estão a atingir de modo mais duro zonas do país, como o interior, fragilizadas por anos de políticas que consolidam a assimetria territorial.

Subsequentemente à crise pandémica, cresce o desemprego, os abusos laborais e a pobreza, criam-se contextos mais propícios ao flagelo da violência doméstica. O confinamento, o distanciamento físico, o medo da infeção e a incerteza do futuro abalam a saúde mental. O encerramento de centros de dia levou ao crescimento forçado do número de cuidadoras e cuidadores. Novas formas de ensino criam dificuldades profundas no acesso à educação… Mas estes são apenas exemplos dos traços que enquadram a crise social que testemunhamos.

São as pessoas já em contexto de maior fragilidade que mais sentem o impacto da crise social nas suas vidas, embora esta seja emergente e revele, de dia para dia, novas formas de desigualdade que atingem cada vez mais famílias e indivíduos. Este é o tempo de refletir, pensar alternativas e formular respostas, construindo caminhos para enfrentar e escapar à crise social que nos rodeia.

José Soeiro 

Sociólogo. Doutorado pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, na área da sociologia do trabalho e da ação coletiva. Dirigente do Bloco de Esquerda e Deputado à Assembleia da República, coordena a intervenção bloquista na Comissão de Trabalho e Segurança Social.

É coautor, entre outros, dos livros: Cuidar de quem Cuida (Objectiva, 2020, com Mafalda Araújo e Sofia Figueiredo), The Routledge Companion to Theatre of the Oppressed (Routledge, 2019, com Kelly Howe e Julian Boal), A Falácia do Empreendedorismo (Bertrand, 2016, com Adriano Campos), Não Acredite em Tudo o que Pensa (Tinta-da-China, 2013, com Miguel Cardina e Nuno Serra).

 

Inês Coelho

Do concelho de Mangualde. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Mestre em Direito Internacional e Relações Internacionais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Pós-Graduada em Ciências Forenses, Investigação Criminal e Comportamento Desviante pelo Instituto Criap, Porto. Ao longo do seu percurso académico realizou várias formações incidindo as mais recentes na temática do novo Regulamento de Proteção de Dados, Mobbing Laborar, Parentalidade Positiva, Técnica de Apoio à Vítima e Igualdade de Género. 

Atualmente exerce funções como Jurista e Técnica de Apoio à vítima numa estrutura de atendimento e encaminhamento de vítimas de violência doméstica, prestando também serviços jurídicos numa empresa do setor privado. Enquanto feminista e ativista pela igualdade de género, é associada da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, companheira do Núcleo de Viseu, integrando também a Plataforma Já Marchavas em nome individual e enquanto membro de um coletivo.

 

Nuno Miguel Augusto

Nasceu na Covilhã, licenciou-se em Sociologia pela Universidade da Beira Interior em 1995. Nesse mesmo ano iniciou o Mestrado em Sociologia, vertente Recursos Humanos e Desenvolvimento Sustentável na Universidade de Évora que discutiria em 1998, sob o título Apropriação do espaço e Desenvolvimento em Bairros Sociais. Em 1996 integra o corpo docente do Departamento de Sociologia da UBI. Em 2002 inicia os trabalhos de Doutoramento sob orientação do Prof. Dr. Manuel Villaverde Cabral, sob o título Novos Actores Sobre Velhos Palcos: juventude, política e ideologias no Portugal democrático, cujas provas viria a apresentar em Dezembro de 2007.

Tem publicações e comunicações nacionais e internacionais na área do desenvolvimento urbano, da imigração, das políticas sociais, da sociologia política e da sociologia da juventude. Integrou diferentes comissões científicas nacionais e internacionais, com destaque para a Conferência “GLOCAL 2009: Conferência Nacional sobre a Agenda XXI Local e Sustentabilidade” (Cascais, 2009); a Comissão Científica do Projeto “Diagnóstico da População Imigrante em Portugal”, do Alto Comissariado Para a Imigração e Diálogo Intercultural (2009/2011), o estudo “Empregabilidade na Economia Social – o papel das políticas ativas de emprego”, para a Rede Europeia Anti-Pobreza. Coordenou igualmente vários projetos de investigação e desenvolvimento.

Foi Presidente do Departamento de Sociologia da UBI (2009-2015), Diretor do Mestrado em Sociologia: Exclusões e Políticas Sociais (2009-2011) e Diretor da Licenciatura em Sociologia (2009-2013; 2016-2019). Atualmente é o Coordenador do polo do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia do Iscte (Cies_Iscte) na UBI (CIES-UBI).

 

Catarina Peniche (moderadora)

Nasceu e cresceu em Vila Real. Psicóloga de formação. Desde cedo, manifestou interesse pelas questões sociais e políticas. Ativista pelos Direitos Humanos, integrou o Movimento “Que se Lixe a Troika”, coopera com a Rede 8 de Março entre outros movimentos/coletivos nacionais e locais. É co-fundadora e membro ativo da Catarse-Movimento Social.

Para além da prática Clínica, a sua experiência profissional passa pela formação/acompanhamento/intervenção de grupos em vulnerabilidade social, desempenhando funções nas áreas da Mediação Social e Psicoeducação. Neste momento, exerce funções na área da Psicologia da Educação em contexto escolar.

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