Segundo denúncias recebidas no portal despedimentos.pt, a direcção da Santa Casa da Misericórdia de Bragança está a impor horários alargados a doze educadoras de Jardim de Infância da instituição, após imposição de férias.

Segundo os relatos, doze profissionais estão a ser forçadas a desempenhar cerca de 1 hora e 30 minutos de trabalho adicional diário, o que tem sucedido desde o passado mês de maio. O horário de trabalho das educadoras é entre as 9h e as 12h30 e as 14h e as 17h30. Segundo a informação que chegou ao despedimentos.pt, as profissionais estão a ser obrigadas a garantir a abertura da escola (a partir das 7h45), passando a agora, a partir deste mês de julho, a ter também de assegurar o fecho (até às 19h).

Ainda segundo as mesmas denúncias, anteriormente a esta situação, durante o mês de abril, as mesmas educadoras foram forçadas ao gozo de férias, imposição que ocorreu quando estas profissionais se encontravam ainda em teletrabalho, abrangendo o momento em que deveria começar o 3º período letivo. 

Após as férias forçadas, com o regresso das educadoras ao trabalho presencial, as chefias trataram de garantir uma aparente legalidade desta imposição, tendo ordenando às trabalhadoras, sob ameaça velada, a assinatura de um suposto acordo para o gozo de férias naquele período. 

Foi ainda transmitido ao despedimentos.pt que, após queixas efetuadas junto à ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho), o organismo terá respondido que não era possível atuar devido à existência do suposto acordo.

As denúncias relatam um contexto em que há um forte desânimo e revolta entre as educadoras, que se sentem desrespeitadas pela direcção da Santa Casa da Misericórdia de Bragança. Um dos relatos, citado pelo despedimentos.pt, diz mesmo que algumas profissionais comentam que “nunca foram tão maltratadas” em várias décadas de atividade profissional.

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