Sindicatos exigem demissão da administração do SUCH e avançam para a greve

Manifestação SUCH
Manifestação SUCH
Foto por CGTP | Facebook
A FESAHT acusa a administração do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais de não querer discutir nenhuma reivindicação dos trabalhadores. Greve convocada para os dias 27 e 28 de agosto. Por Esquerda.net

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) informa que a última reunião realizada com a administração teve como objetivo alterar o Acordo de Empresa apresentado ao Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) em novembro de 2019, sendo essa a terceira ronda negocial.

De acordo com o Sindicato, “a administração do SUCH tinha-se comprometido com a FESAHT na última reunião em apresentar uma proposta de aumentos salariais e a dar uma resposta às demais propostas reivindicativas”. Mas a administração recusou “discutir qualquer proposta que implique despesas”.

Para os trabalhadores, esta decisão do SUCH “é uma afronta”, já que a maioria recebe apenas o salário mínimo nacional. A administração do SUCH também recusa a compensação complementar para os trabalhadores do SNS aprovada na Assembleia da República, mesmo que estes profissionais tenham sido designados como funcionários públicos, nomeadamente, os das cantinas, lavandarias, resíduos e manutenção hospitalar.

O Sindicato também aponta críticas às condições laborais, já que “continuam horríveis, devido à falta de pessoal, às condições obsoletas dos equipamentos e instalações, à ausência de proteção devida dos trabalhadores e testes de despistagem da covid-19”.

A nota ainda informa que “os trabalhadores têm desenvolvido lutas em todas as unidades a nível nacional, mas a administração do SUCH não dá ouvidos aos trabalhadores e seus representantes”.

A FESAHT avança com uma greve nos dias 27 e 28 de agosto para exigir a negociação do Acordo de Empresa para 2020, aumentos salariais de 90 euros, a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais, o pagamento do subsídio de risco de 7%, a realização de testes da covid-19 a todos os trabalhadores e reforçar o quadro do pessoal, entre outros.

 

Publicado em Esquerda.net a 17 de agosto de 2020.

 

Ver também:

Artigos do Interior do Avesso sobre o SUCH

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