Foto por Agência de Informação Norte | Facebook

A chuva intensa dos últimos dias fez com que o caudal do rio Douro subisse, galgando as margens na Régua, alagando culturas em Torre de Moncorvo e cortando acessos. Os prejuízos estão a ser calculados.

Com o caudal do rio a subir cerca de seis metros, a zona ribeirinha da Régua ficou inundada, com o bar do cais da Régua submerso. Esta é uma situação que não é nova para as autoridades competentes e para os locais, segundo notícia da Voz de Trás-os-Montes. Os prejuízos só serão apurados quando os níveis baixarem.

Em Torre de Moncorvo a situação também não é nova, com o caudal a alagar culturas agrícolas e a cortar o acesso à aldeia de Foz do Sabor. Mesmo com a descida do nível da água, há culturas que não poderão ser salvas. Os prejuízos podem atingir várias dezenas de milhares de euros.

Uma jovem agricultora do Vale da Vilariça, Catarina Martins, dá conta dos prejuízos nos seus terrenos à Rádio Ansiães: “ficámos com 11 hectares submersos, sendo que por salvaguarda não tínhamos toda a área cultivada, mas tínhamos um sistema de rega inserido na parcela, há mangueiras por todo o lado, chuveiros entupidos, alguns danificados. Parte do parque de cultivo de árvores temporárias ficou submerso”.

Catarina Martins culpa a EDP, contra a qual tem processos a decorrer em tribunal devido a situações semelhantes noutros anos de cheia, até agora sem resultados. A elétrica tem recusado responsabilidades pelas cheias naquela zona de Torre de Moncorvo.

Também por causa da chuva dos últimos dias o acesso à aldeia da Foz do Sabor, no concelho de Moncorvo, ficou impedido.

Nos próximos dias a situação meteorológica deverá acalmar, chegando a um fim de semana sem chuva. Porém é previsível que a semana volte a arrancar com chuva e vento, o que poderá provocar subidas súbitas dos caudais dos rios e derrocadas por saturação dos solos, de acordo com o Diário Atual.

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