Terra de Miranda: “A EDP tem de pagar a sua dívida a este povo”

Três anos depois do negócio da venda das barragens do Douro, o Estado ainda não cobrou impostos à EDP. Mariana Mortágua esteve na Assembleia Municipal de Miranda do Douro e desafiou os restantes partidos a assumirem o compromisso em defesa desta população.
Miranda

A Assembleia Municipal de Miranda do Douro organizou no dia 15 de dezembro uma sessão com a presença de vários representantes políticos quando se assinalam três anos desde o negócio da venda das barragens do Douro à Engie. Presente na sessão, Mariana Mortágua agradeceu aos autarcas do concelho e ao Movimento Cultural Terra de Miranda o empenho em não deixar cair no esquecimento a dívida da EDP à população, ao não ter pago impostos sobre a venda e nem sequer o IMI sobre as barragens.

Para a coordenadora bloquista, este “é o exemplo do que acontece quando o Estado toma decisões em nome dos interesses privados e não das populações”. E resumiu a fita do tempo dos privilégios concedidos à EDP, começando em 2006, quando “houve uma decisão do Governo do PS para prolongar a concessão por 25 anos à EDP. Até hoje, essa concessão ficou sob investigação porque se descobriu que o Estado tinha perdido centenas de milhões de euros em benefício da EDP. Depois veio um Governo do PSD e do CDS que nada fez sobre as rendas à EDP e depois voltou a chegar um Governo do PS que permitiu a venda destas barragens, apesar do aviso deste movimento de que a venda ia ser feita com recurso a esquemas de planeamento fiscal. E permitiu a venda destas barragens sem as reavaliar, sabendo que o Estado estava a perder dinheiro e permitindo que a EDP e a Engie não pagassem impostos”.

“O resultado desta subserviência a interesses privados é que hoje a EDP e a Engie devem ao povo da Terra de Miranda, a estes municípios, não só as contrapartidas por terem tirado os benefícios das barragens que aqui fizeram, mas também devem os impostos que não pagaram pelo negócio. Estamos a falar de centenas de milhões de euros para uma terra que precisa de investimento, onde faltam transportes, serviços públicos, condições para estas populações se desenvolverem”, resumiu Mariana Mortágua.

 

Related Posts
Ler Mais

Greve em empresa transmontana de cogumelos “superou as expetativas”

“Os trabalhadores conseguiram chamar a atenção para as suas reivindicações e para a falta de resposta da empresa”, afirmou um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, Indústria, Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (Notíca de Esquerda.net)
Skip to content