Em comunicado, o Núcleo Concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda deixa duras críticas ao executivo municipal liderado pelo Partido Socialista pela forma como tem gerido o tema dos transportes públicos, o que mostra “incompetência, negligência e má preparação”.

O Núcleo Concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda refere em comunicado que “tem acompanhado o tema dos transportes no concelho, entende que a forma como foi gerido e conduzido o processo demonstra mais uma vez incompetência, negligência e má preparação do executivo municipal liderado pelo Partido Socialista”. 

Os bloquistas afirmam que “o atraso do lançamento do concurso de concessão dos transportes, juntamente com a vaidade de fazer valer o afamado plano de mobilidade da Covilhã conduziu, em primeiro lugar a não substituição atempada da Covibus, quando já se sabia que o contrato ia terminar. A não continuidade da referida empresa, deixa a Câmara Municipal da Covilhã literalmente à rasca, tendo levado ao ajuste direto do serviço da Transdev. Obviamente, o ajuste direto leva a inflação do preço devido à urgência da situação. Fazendo-se valer disso, a Transdev cobra por 6 meses (aproximadamente) cerca de 735 mil euros, o dobro do que se pagava pelo mesmo período de tempo à antiga concessão”. 

Para o Bloco, “não há melhoria de serviço, não há melhoria nos meios de transporte, não há melhoria das rotas, nem há melhores horários que justifiquem este aumento. E este aumento, somado à errada decisão da Comunidade Intermunicipal da Beiras e Serra da Estrela de cortar-nos os apoios destinados aos passes sociais, situação à qual a CM da Covilhã também não é alheia uma vez que faz parte da dita, sabemos quem o vai ou já está a pagar: os e as covilhanenses!”. 

O partido termina frisando que “mais preocupados ficamos ainda quando verificamos que o sistema de transportes atuais não foi de novo pensado para servir o concelho no seu todo. Que o que importa é que a área urbana fique remediada o melhor possível e que quem está mais longe da sede do concelho encontre as maiores dificuldades. Relembramos o caso de São Jorge da Beira e temos conhecimento que em muitas outras localidades o mesmo ocorre, como o é o caso de Verdelhos. Promovem com esta falta de planeamento, uma discrepância no que toca ao direito à mobilidade que todos os munícipes deveriam ter de forma igual”. 

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