Foto por União de Sindicatos de Castelo Branco | Facebook

A União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB) promete agendar brevemente várias ações de protesto contra o aumento do valor dos passes que entrou em vigor no início de setembro na rede inter-concelhia de transportes públicos.

Em comunicado, citado pela Rádio Cova da Beira, a USCB recorda que a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) tomou a decisão em agosto de “limitar a redução no apoio dos passes sociais dos transportes às famílias carenciadas”. Esta decisão motivou de imediato a USCB a exigir a sua revogação e a dar conta dessa posição aos responsáveis da CIMBSE. 

Segundo o comunicado, após um mês, “confirmou-se o que então denunciámos. O preço dos passes aumentou literalmente, sem que os responsáveis da comunidade intermunicipal se dignassem responder ao nosso ofício e não dando explicações aos utentes dos transportes. Entretanto, as câmaras municipais que integram a CIM procuram passar pelos pingos da chuva, como se nada tivessem a ver com o assunto”.

A USCB salienta que “deve ficar claro que todos os presidentes de câmara dos municípios que integram a CIM são responsáveis por este atentado à já frágil situação financeira das populações e em particular dos trabalhadores que diariamente se deslocam para trabalhar e ganhar o sustento”.

Para a estrutura sindical, esta é uma medida “discriminatória para as regiões do interior, já que aqui são penalizados com aumentos injustificados enquanto nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto se mantêm os descontos no valor dos passes. É este o amor que os responsáveis da comunidade intermunicipal têm pelo interior que aliás já tínhamos sentido quando se demitem da luta pela abolição das portagens e assumem um papel de subserviência em relação ao poder central”.

A União de Sindicatos ressalva ainda que considera a decisão da CIMBSE prejudicial para o ambiente, uma vez que a redução do valor dos passes “também tem como objectivo promover a utilização do transporte público em detrimento do transporte individual”, pode ler-se na notícia da RCB.

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