Sindicato diz que lay-off simplificado serviu as grandes empresas e reduziu o rendimento dos trabalhadores, apelando à luta contra o lay-off e à exigência do pagamento dos salários destes trabalhadores a 100%.

A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB), através de comunicado, diz que “no distrito de Castelo Branco, tal como no país, foram muitas as empresas que recorreram ao regime de «lay-off» simplificado”, o que para esta estrutura obrigou muitos trabalhadores “a ir para a casa a tempo completo ou parcial com perda significativa do seu rendimento”, sendo que “as grandes empresas foram as que mais facilmente viram a sua candidatura aprovada e as micro, pequenas e médias empresas foram as que tiveram mais dificuldades a aceder a este instrumento”.

A USCB continua o seu comunicado dizendo que “os dados oficiais dizem que no país uma em cada duas das grandes empresas está a receber apoios do estado, enquanto as micro e pequenas empresas a ser apoiadas não chegam a uma em cada dez”, prova que “este instrumento não é igual para todas”.

“No actual formato do «lay-off» simplificado, as empresas recebem, a segurança social paga e os trabalhadores perdem, pois estes apenas recebem 2/3 da sua remuneração (a maioria receberá 635 euros aos quais são deduzidos os 11% para a segurança social)”, continuam dizendo que apesar disto, as empresas apenas pagam um terço de “70% da remuneração dos trabalhadores, ficam isentas de pagar à segurança social”, recebendo ainda, no final, salário mínimo nacional “por cada trabalhador colocado naquela situação”.

A união de sindicatos sustenta que “a direita política e a direita económica e social, com o impulso do Presidente da República, pressionam o governo para haver um prolongamento do «lay-off» simplificado, podendo ir até Setembro ou até final do ano. Se isto vier a acontecer os trabalhadores atingidos vão continuar a ter uma acentuada e inaceitável perda de rendimento e, prolongando-se até final do ano, o que vai acontecer é a tentativa de alterar o período de gozo das férias e a redução do valor das férias, do subsídio de férias e do 13º mês”.

Face a esta situação, a USCB “exorta os trabalhadores a lutarem nas empresas contra um «lay-off» que lhes rouba o salário e o futuro” e disponibiliza-se para “a realização das acções e iniciativas gerais que se venham a mostrar necessárias”, deixando a pergunta “É legítimo que as grandes empresas não paguem, pelo menos, a diferença entre o que lhes dá a Segurança Social e a totalidade do salário dos trabalhadores”.

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