Foto por altotejo.org

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou os Ministérios da Cultura e da Agricultura sobre a destruição de património em Vila Velha de Rodão. O Bloco pretende saber se o Governo tem conhecimento da destruição de uma mina de ouro romana, em Fratel, devido à plantação de um eucaliptal e o que pretende o Governo fazer para reverter a situação.

O Bloco refere que devido à plantação de eucaliptal, estão a ocorrer várias destruições de património arqueológico no concelho de Vila Velha de Rodão, de que é exemplo a Mina Romana de Cova da Moura, em Fratel.

Salientam que a presença romana tem um legado incontornável na Península Ibérica e um valor incalculável e que na parte ocidental está na origem da criação de cidades e construção de estradas de ligação entre estas, bem como, a sua presença é visível na exploração dos recursos naturais, como a exploração mineira, agrícolas e comerciais.

Em Cova da Moura, Fratel, “é composto por mina de outro de filão e povoado mineiro, identificado desde os anos 70 do século XX pela Associação de Estudos do Alto Tejo que ao longo de 5 décadas tem feito um trabalho de identificação de vestígios arqueológicos de vária ordem e, por isso, tem exercido uma ação fundamental na proteção e salvaguarda do abundante património desta região.”

O Bloco refere que é a segunda vez que esta destruição ocorre e que desta vez o efeito foi mais nefasto, devendo-se à movimentação de solos por maquinaria para a plantação de eucaliptos, afirmando terem tomado conhecimento que a Direção Regional de Cultura do Centro acionou uma queixa crime contra o proprietário.

Esta Associação refere também já houve mais destruição de património ao longo do tempo devido a atividades de florestação e de agricultura monocultural intensiva e que alguns proprietários não deixam os arqueólogos da Associação entrar para proceder à georreferenciação dos sítios arqueológicos.

Referem também que “toda a atividade inspetiva, preventiva e punitiva que pudesse ser realizada por outros organismos, nomeadamente, por parte da Câmara Municipal e por parte da Direção regional de Cultura do Centro, está comprometida por falta de recursos humanos.”

O Bloco refere que “tem acompanhado esta e outras situações, pretende ver elucidadas as razões pelas quais estas destruições têm vindo a ocorrer”, dada “a frequência de destruições irreversíveis de património arqueológico no concelho de Vila Velha de Rodão.”

O Bloco pretende saber se o Governo tem conhecimento da destruição da mina de ouro romana, em Fratel, e o que quer o Governo fazer para reverter a situação. Pretendem ainda saber que “recursos financeiros, humanos e materiais tenciona o Ministério alocar para impedir a destruição sistemática do património arqueológico na região” e que “medidas concretas e ágeis pretende o Ministério implementar para garantir a salvaguarda do património arqueológico no território nacional e evitar a sua destruição”.

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