No seguimento do movimento internacional contra o racismo, despoletado pelo assassinato de George Floyd por um polícia nos Estados Unidos da América, estão marcadas duas vigílias para as cidades de Viseu e da Guarda.

No sábado, dia 6 de junho, terá lugar pelas 18 horas a vigília “Contra a Violência Racista e Xenófoba!” na Praça da República (Rossio), em Viseu, convocada pela Plataforma Já Marchavas.

Na convocatória, este coletivo de “cidadãs/ãos e de coletivos unidos na defesa de direitos Humanos Humanos não pode manter-se em silêncio face a atentados racistas”, dizendo que “também em Portugal assistimos a atos de prepotência discriminatória, nomeadamente por parte de quem deveria estar ao serviço das pessoas e garantir o cumprimento do artigo 13º da Constituição que consagra a igualdade de todos os cidadãos perante a lei e prescreve que” ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”

Neste texto são elencados alguns casos mediáticos de racismo e xenofobia em Portugal, incluindo a morte por espancamento de um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa, dizendo que “Apesar destes casos e do ex vice-presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) admitir existir racismo dentro das forças policiais, um estudo da UC diz que em 10 anos não existem condenações por discriminação étnico-racial nesta área e que nas áreas de educação e habitação apenas três das queixas resultaram em condenações”.

No domingo, pelas 17 horas, é a vez da Guarda se expressar contra o racismo no Parque Pólis, na vigília “Black Lives Matter”, convocada pela Associação Palop’s na Guarda e por um grupo de cidadãs e cidadãos, apoiado pelo movimento Greve Climática Estudantil Guarda e pelas Associações de Estudantes das Escolas de Sé e da Afonso de Albuquerque, para a qual apelam para que “Para além da vossa própria voz, pedimos a todos que tragam algo que possa simbolizar esta causa, bem como: cartazes, flores, velas, entre outros”.

Na convocatória pode ler-se que o “objetivo é disponibilizar um meio para que aqueles que precisam e têm o direito de se fazer ouvir, possam realmente fazê-lo” e terminam com um apelo à participação e com a mensagem “NÃO AO RACISMO, em Portugal e no mundo!”.

Preocupações das organizações em relação ao COVID-19

Ambas as organizações garantem que têm preocupações e medidas relativas à Covid-19, de forma a manterem a segurança dos participantes e de toda a comunidade.

No caso da Guarda, e depois da escolha de um local aberto e amplo, “Serão assinalados locais com um distanciamento de 4 metros, para que grupos máximos de 7 pessoas se possam posicionar”, pedindo aos participantes que “que levem obrigatoriamente uma máscara e, se possível, gel desinfetante“.

Em Viseu, a organização disponibilizará desinfetante e solicitam “que todas as pessoas se manifestem com respeito pelas normas prescritas pela DGS, nomeadamente cumprindo distância física referenciada pela organização e o uso de máscara”. Segundo informações recolhidas pelo Interior do Avesso, vão ser assinalados locais distanciados por 5 metros para que cada participante da vigília se posicione em segurança.

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