Cerca de 200 pessoas juntaram-se este sábado na Praça da República (Rossio) numa vigília na sequência de uma iniciativa organizada pela Plataforma Já Marchavas sob o título  “Contra a Violência Racista e Xenófoba!”.

O Rossio de Viseu ficou cheio de pessoas em joelhos, em homenagem a George Floyd, mas também a todas e todos os que sofreram de violência racista e xenófoba. 

Este momento aconteceu depois da leitura da convocatória e antecedeu o microfone aberto que teve testemunhos emocionados de racismo, poemas, discursos e até de músicas cantadas.

Esta vigília foi convocada devido ao assassinato de George Floyd por um polícia nos Estados Unidos da América foi despoletado um movimento internacional contra o racismo em várias partes do mundo e também em algumas cidades portuguesas das quais Viseu.

A Plataforma Já Marchavas considera que enquanto um movimento de cidadãs/ãos e de coletivos unidos na defesa de Direitos Humanos não pode manter-se em silêncio face a atentados racistas.

A organização cita o artigo 13º da Constituição onde se pode ler que “ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”.

Sublinham também a existência de episódios de violência policial contra comunidades étnico-raciais ou imigrantes, dando como exemplos “os abusos de que foram alvo jovens da Cova da Moura em custódia na esquadra de Alfragide, as agressões policiais no Bairro da Jamaica, e este ano, a agressão a Cláudia Simões, cujo único crime foi não ter consigo o passe da sua filha de 12 anos. ou o bárbaro espancamento de um cidadão ucraniano por parte do SEF no aeroporto da Portela que lhe provocou a morte.”

A vigília primou pelo respeito pelos conselhos da organização no que trata ao distanciamento físico das pessoas e uso de máscaras. A organização disponibilizou gel desinfectante aos participantes, desinfetava o microfone entre utilizações e marcou lugares no chão com distanciamento de 4 em 4 metros.

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