Janeiro: Muito Frio em Portugal e dos Mais Quentes de Sempre no Mundo

Foto por Santiago Nicolau no Flickr
“Extremamente frias”, assim foram consideradas as três primeiras semanas de janeiro em Portugal mas, a nível global, foi dos mais quentes desde que há registos. Frio provocou aumento do consumo de eletricidade. Mortes aumentaram.

O dia 9 foi o dia mais frio de janeiro, naquele que foi o quarto janeiro mais frio dos últimos 20 anos, revela o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Janeiro foi “muito frio e seco”, o suficiente para ser responsável por 24% das mortes registadas neste mês. Em média, foram registados 12,31 graus Celsius de temperatura máxima e uma média de 3,73ºC de temperatura mínima. A partir do dia 20, houve uma subida “acentuada” da temperatura, para valores acima do normal.

Apesar destas temperaturas em Portugal, foi o sexto janeiro mais quente desde que há registos, há 142 anos, a nível global. Estes dados são da NOAA, a agência norte-americana para os oceanos e atmosfera. Os onze anos mais quentes desde que há registo aconteceram desde 2002.

O tempo frio sentido em Janeiro “foi caracterizado pelo seu carácter prolongado (mais de três semanas), a persistência de vários dias consecutivos com temperaturas negativas, em particular no interior norte e centro, o desconforto térmico associado às baixas temperaturas (nalguns dias potenciado pela intensidade do vento) e a abrangência territorial”, refere o IPMA.

Além das consequências para a saúde, por causa das baixas temperaturas, o consumo de eletricidade em janeiro bateu o recorde diário de 11 anos e o de gás natural ultrapassou o máximo de 2017.

Os dados mostram ainda novos máximos históricos registados no dia 5 quanto à emissão diária do terminal de GNL de Sines para a rede e no dia 8 na exportação para Espanha, através da interligação de Campo Maior.

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