Foto por Elisha.wolf, CC BY-SA 4.0 <https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0>, via Wikimedia Commons

A última sessão Ciência às Sextas, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), foi dedicada ao tema “Conservação da flora e da vegetação em montanhas com gente”. Segundo a Brigantia, o orador Carlos Aguiar, Professor no IPB, levou a ideia de que as montanhas estão “em stress”.  

Segundo o professor do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) o “stress” deve-se ao fogo intenso, que está afetar a dinâmica dos ecossistemas. “São fogos muito quentes, que libertam muita energia e que têm um grande impacto, quer nos ecossistemas, quer no solo, na reserva de Carbono que estava no solo sob a forma de matéria orgânica”, explicou de acordo com a Brigantia.

A redução em metade da área dos lameiros também contribui para este estado das montanhas, sendo o Parque Natural de Montesinho, em Bragança, uma das áreas onde se tem verificado a redução de lameiros.

Carlos Aguiar sugeriu como solução que se mantenham os animais na montanha. “Obviamente que manter os animais na montanha é muito importante. Na serra de Montesinho houve um abandono maciço dos lameiros e é preciso recuperá-los. Para isso temos que ter uma produção animal que seja barata, mas os serviços ecossistémicos prestados por esses criadores tem que ser pagos ou pelo Governo ou pela escolha dos consumidores”.

 

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