Ribeira de Travassos: Comissão Europeia indica estado químico da água como “desconhecido”

Em resposta aos deputados do Bloco no Parlamento Europeu, a Comissão Europeia refere ainda que Nelas “não trata as suas águas residuais de forma a satisfazer o nível de tratamento secundário (biológico)”. 
Ribeira de Travassos Poluída
Ribeira de Travassos no dia 7 de novembro de 2021

Em resposta aos deputados do Bloco no Parlamento Europeu, a Comissão Europeia refere ainda que Nelas “não trata as suas águas residuais de forma a satisfazer o nível de tratamento secundário (biológico)”. 

No passado mês de outubro, os eurodeputados do Bloco de Esquerda, Marisa Matias e José Gusmão, endereçaram uma pergunta à Comissão Europeia relativa à poluição na Ribeira de Travassos, no concelho de Carregal do Sal. 

O partido alertava que mal a nova ETAR de Nelas III, no concelho vizinho, entrou em funcionamento “registaram-se vários episódios de poluição ao longo da Ribeira de Travassos, afluente do rio Dão, nomeadamente no Poço da Relva, localizado em Beijós”. 

Os bloquistas denunciavam que “esta situação conflitua com o disposto da Diretiva-Quadro da Água (DQA),[que] transporta para Portugal através da Lei nº 58/2005, de 29 de dezembro”. 

Em resposta ao Bloco, a Comissão Europeia afirma que, “de acordo com as informações comunicadas por Portugal ao abrigo da DQA, o estado ecológico da Ribeira de Beijós/Ribeira de Travassos é «moderado»”. No entanto, apontam que “o estado químico é indicado como sendo «desconhecido»”. 

Na resposta a que o Interior do Avesso teve acesso, pode ler-se que o concelho de Nelas não cumpre o disposto no artigo 4º da DQA, “uma vez que não trata as suas águas residuais de forma a satisfazer o nível de tratamento secundário (biológico)”. 

Apesar de não chover, sinais de poluição continuam na Ribeira de Travassos

 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts
ESGIN
Ler Mais

Ministério volta a rejeitar alteração de estatutos do IPCB

Documento prevê reorganização estrutural, passando de seis para quatro unidades orgânicas, sem que seja feita referência ao local de funcionamento destas, nomeadamente da unidade resultante da fusão com a Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova.
Skip to content